Pra mim música tem que ter guitarra, me desculpem os adoradores de batidas tecno, sambistas, etc, mas guitarra é essencial, e é de guitarra que fala o filme “A todo Volume” (It Might Get Loud) de 2009, dirigido pelo documentarista vencedor do Oscar por “Uma Verdade Inconveniente” Davis Guggenheim.
Guggenheim chamou Jimmy Page, The Edge e Jack White, representando três gerações de guitarristas com estilos completamente diferentes, para fazer um som e falar da sua paixão pelo instrumento.
O filme inicia de uma forma totalmente inusitada, com Jack White improvisando uma guitarra com alguns pedaços de madeira, uma garrafa de refrigerante, arame e pregos, conhecida como diddley bow, depois de fazer alguns acordes com o instrumento recém construído ele pergunta: “Quem disse que você precisa comprar uma guitarra?”.
A Todo Volume fala de paixão, paixão pela música e pelo instrumento, buscando a história dos guitarristas, tentando mostrar o que levou cada um a criar seu próprio estilo apresentando uma visão desconhecida dos músicos, como a infância de Jack White em Detroit e como essa etapa influenciou no seu som, Jimmy Page parecendo criança ao mostrar sua gigantesca coleção de discos e fazer alguns acordes de “Whole Lotta Love” sob os olhares fascinados de The Edge e Jack White, até mesmo o reservado The Edge, comentando o som horrível que ele e seus colegas faziam na escola e mostrando as fitas cassete que deram origem ao album Josua Tree do U2 de 1987, tudo isso, é claro, com muitas guitarras.
O três se encontram em um estúdio em Los Angeles, cheios de guitarras, discos e um sofá, onde literalmente dão aulas sobre suas influências e estilo, e pra finalizar uma jam session com um hino do rock n’ roll, “The Weight” do The Band, executada com maestria.
Eu como apaixonado por música, guitarras e rock n’ roll, lhes digo uma coisa, o filme é imperdível, um filme para ver e principalmente para ouvir.
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Que vontade de assistir!