“Nossas vidas estão interligadas por mentiras, mas o que há de verdade na realidade ?” Ferds
Está é a minha primeira contribuição para o Blog Turma do Café, espero que os seus leitores gostem do meu primeiro Post, e que “meus leitores” gostem do seu Blog.
Amor Extremo foi lançado em 2009 e não recebeu a devida atenção merecida, o filme de amores e intrigas e que tem como pano de fundo a Segunda Grande Guerra. Na história acompanhamos uma Inglaterra com medo dos terrores de uma invasão de Hitler, ao mesmo tempo em que os boêmios ainda estão nos bares a conversar sobre o fim da guerra e tentam culpar o sistema pela situação.
Um desses boêmios é Dylan Thomas [Mathew Rhys] , que reencontra um amor da sua infância Vera Philips [Interpretada pela bela Keira Knightley], seu primeiro amor [primeiro é sempre o pior] e ao reencontrar sua amiga já mostra quem é para o telespectador [ou pelo menos como é pintado] um vagabundo que vive da ajuda dos outros e usa suas palavras com a maior quantidade de sarcasmo possível, e ainda se vangloria de toda a sua situação.
Vera que é uma artista famosa da época tem a missão de animar os trabalhadores e os oficiais em descanso, com canções, ela faz questão de frisar isso para Dylan, mostrando que todos podem colaborar de alguma maneira. Em uma dessas apresentações aparece o soldado Willian Killick [Cillian Murphy], que tenta de todas as maneiras cativar Vera, mas essa ainda é apaixonada por Dylan.
Só que Dylan vive do passado e se esquece de mencionar que está casado com a explosiva Caitilin [Siena Miller], mesmo com esse problema as duas se tornam melhores amigas. Mas a situação começar a piorar após a ida de Willian para o front e a decisão de Vera de levar Dylan e Caitilin para a Irlanda.
Podemos dizer que o filme é dividido em duas etapas e isso fica muito claro após a mudança onde os planos de filmagem ganham uma roupagem mais realística. Na primeira etapa o Diretor John Maybury aposta numa homenagem clara aos filmes clássicos de romance. O Excesso de vermelho nos lábios das mulheres, os cigarros compartilhados e a falta de tomadas a luz do dia.
Na segunda parte, temos um momento mais realista, o glamour é deixado de lado, as roupas não são as mais belas, e a luz toma conta de todo o ambiente, dando um tom de verdade para tudo. Mesmo com essas tomadas, não é o sol que dá a impressão e sim uma luz branca, que pode representar o vazio da vida de Vera.
As mudanças também são sentidas na poesia de Dylan, que se mostra mais pessimista com o fundo branco e mais poético no calor dos lábios vermelhos do antigo cenário.
O filme é uma boa pedida para o Final de Semana, e pode ser achado facilmente em qualquer locadora.
Espero voltar na semana que vem…
Tags: filmes












[...] curto período de tempo da vida de Thomas é retratado no belo filme “Amor Extremo” [Clique aqui e leia no Turma do Café]. Tenho alguns poemas de Dylan Thomas entre os meus livros, mas confesso que não sou um apreciador [...]
Achei esse filme excelente!