Assassin’s Creed: Hitman na antiguidade

Games, Tecnologia
Em 20 de março de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Aviso legal (não de lei, mas para ser camarada, mesmo)

Quando falo de coisas que gosto muito, me empolgo e saio falando coisas que talvez não deveria falar. Então, vou fazer um favor a todos e dizer que essa mega review, pode sim, conter spoilers. Não é minha intenção entregar nada legal do jogo, mas como vou falar do span de todos os jogos até agora, é capaz de falar sobre algo que você ainda não jogou. Tentarei não tirar a graça da história conforme for progredindo, mas se acontecer, peço desculpas aos cuidadosos. Eu ia inicialmente fazer uma única de todos os jogos até agora, mas esta vai encompassar só o primeiro, pois é difícil falar pouco de cada um.

Uma coisa deve ser deixada clara desde o início. A empresa que fez esta série é uma das melhores no ramo, mas que ultimamente tem sido atacada por nerds raivosos por suas constantes medidas invasivas de proteção contra pirataria. Eu mesmo sou contra muitas delas, mas o que quero dizer é que apesar de tudo, a Ubisoft e os estúdios envolvidos fizeram um trabalho incrível nesta série. É um produto feito para vender, sem dúvida alguma, mas eles fizeram algo digno de venda e não apenas mais um lixo comercial. É um jogo com uma história profunda e que prende o jogador de tal forma que por mais que você tenha jogado os três primeiros jogos da série (como eu), você pode estar cansado, mas ainda quer jogar o quarto e não parar mais. Com isso em mente, vamos ao primeiro da série: Assassin’s Creed.

Assassin’s Creed foi o primeiro jogo lançado em novembro de 2007. Inicialmente feito para consoles, ele ganhou um release para PC posteriormente. A premissa era simples: você é um assassino na época das cruzadas e seus inimigos são os templários. É quase um clichê, se não fosse pelo elemento inception por trás tudo. Você não é um assassino na época das cruzadas. Você é um bartender. What? Exato.

No primeiro jogo da série, você acorda em um quarto que mais parece um hospício/prisão do que qualquer outra coisa. Um doutor ou cientista em um jaleco branco aparece, lhe dá bom dia como se fosse um ótimo dia para se acordar em um quarto de um hospício/prisão e diz que você tem muito trabalho pela frente. Um #wtf parece apropriado. Desmond (o seu personagem) pergunta o que está acontecendo. Conversa vai, conversa vem, e você fica sabendo que seus ancestrais eram assassinos. Mais que isso. Como eles eram seus ancestrais, você possui memórias genéticas no seu DNA, mais ou menos como os pássaros que migram que nascem sabendo que tem que migrar. Tudo parece loucura e você jura que o doutor vai dar uma de maluco e dizer que vai transplantar um cérebro de macaco em você até que – bam bam bam baaaam, ele te apresenta o Animus. O Animus é a máquina que lê suas memórias genéticas. E o bom (aham…) doutor quer descobrir algo que está escondido no seu cérebro. O problema é que não é como se fosse um HD e você apenas acessasse os arquivos. Para as coisas fazerem sentido, você precisa reviver as memórias de forma que você possa ir acessando em uma ordem cronológica. E logo você se vê fazendo tudo que seu ancestral assassino, o famoso Altaïr, fez durante a época das cruzadas. Se não bastasse o incrível fator inception, você dá uma de hitman com lâminas escondidas, facas de atirar e outros aparatos muy legais. A história continua e não demora para você descobrir que a corporação que seqüestrou você e quer descobrir algo não é nada mais nada menos que os templários nos tempos de hoje (bam bam bam baaaam).


O assassino.                                                            O bartender.

Momento spoiler que convence o cara a jogar (ou não):
Conforme você vai jogando, você descobre que os templários modernos querem descobrir onde foi escondido um artefato. Quem escondeu o artefato? Supostamente os assassinos na época de Altaïr. O que o artefato é? Apenas algo que, acreditam todos na época das cruzadas, Deus criou. Mais especificamente? A maçã que Eva pegou da árvore no Éden. É de comer? Não, mas ela te dá poderes divinos, como controlar a mente de todo mundo (*HFS).

Agora vamos ao gameplay e outras coisas.

O gameplay do primeiro jogo da série te deixa de cara. Você é praticamente um homem aranha menos as teias. Você sai correndo e escala praticamente qualquer prédio, salta de um para outro enquanto corre pelos telhados e pode se esconder em carroças de feno e outros lugares para fugir de guardas. Como no jogo Hitman, você pode planejar como matar alguns alvos, mas algumas missões devem ser executadas de forma X sempre. Além de quests principais, você pode salvar pessoas que são abusadas por templários e várias outras coisas. O jogo é, de uma forma geral, open ended. Você pode ir aonde quiser e não há muita linearidade (tirando as quests principais). Há cavalos para se movimentar entre as cidades (são três, mais a vila onde fica a fortaleza QG dos assassinos) mais rapidamente. As lutas com guardas são intuitivas e fáceis de controlar. Comandos como bloquear, contra atacar e se esquivar funcionam muito bem, mas quando 10 ou mais guardas vão para cima de você, comece a correr. O jogo é, afinal de contas, para ser jogado de modo stealth.

O visual é simplesmente belíssimo. Não consigo me recordar de outros jogos que mostraram tão fielmente Jerusalém ou Acre como Assassin’s Creed. Áreas pobres de cidades estão cheia de pedintes que se amontoam em cima de você pedindo dinheiro. Você pode jogar dinheiro para saírem do caminho ou empurrá-los e isso humaniza mais o jogo. Em compensação, quando você sobe uma torre bem alta e consegue ver TODA a cidade brilhando ao calorão oriental, você simplesmente fica de cara. É nessa hora que dá mais vontade do que nunca de pegar uma boa xícara de arábica (se é que você me entendeu) e ficar cinco minutos apreciando a vista e descansando as mãos do controle/teclado.

A trilha sonora não deixa a desejar. É o básico que funciona: momentos de fuga e combate, música rápida. Momentos calmos, música calma. Mas é tudo instrumental e combina perfeitamente com todo o cenário. É, provavelmente, um dos pontos cruciais que fazem com que você se sinta em uma Jerusalém do século XIII. O voice acting também é muito bem feito, dando muita fidelidade aos personagens.

Conclusão final:
O primeiro jogo da série DEVE ser jogado. Por mais que nas seqüenciais muita coisa tenha melhorado, é o primeiro Assassin’s Creed que dá o pontapé inicial na história e mostra como tudo começou e porque você vai continuar jogando. O visual, gameplay livre, trilha sonora e a sensação de ser um assassino do bem te faz se sentir como o 47 das antigas. A cinematic de introdução dá uma idéia de como é.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=4eMIWt4N9eU&w=560&h=315]

*Holy fucking shit

Tags: , , ,

Os comentários estão fechados.