Diário de um Jornalista Bêbado

Filmes
Em 24 de julho de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Já faz um tempinho que assisti à Diário de um Jornalista Bêbado (The Rum Diary), mas ainda é válido comentar sobre o filme, pois ainda está em cartaz em alguns cinemas pelo Brasil. No longa, Johnny Depp encarna pela segunda vez um personagem de Hunter S. Thompson – primeiramente foi em Medo e Delírio, de 1998. Agora, ele dá vida a Paul Kemp, personagem que nasceu após a experiência de Thompson como repórter em um jornal de Porto Rico, nos anos 60.


Amigo íntimo do criador do chamado jornalismo gonzo, Depp tentou por muito tempo que Diário de um Jornalista Bêbado (The Rum Diary) fosse adaptado para as telonas, o que aconteceu somente em 2011 – seis anos após a morte de Hunter S. Thompson. Na história, o jornalista americano Paul Kemp chega a San Juan, em Porto Rico, para tentar uma vaga em um jornal decadente da cidade.

Apesar de uma entrevista desastrosa com seu futuro patrão, Lotterman (Richard Jenkins, O Visitante), Kemp consegue a vaga de repórter e inicialmente escreve sobre para a parte de horóscopo do jornal. Logo depois, o jornalista passa a ter a missão de escrever sobre a visão dos turistas sobre o lugar, ou seja, esconder a parte ruim. Kemp se vê preso às ordens do patrão ao mesmo tempo em que tenta relatar a pobreza em que vivem os habitantes de San Juan.

Paralelo a isso, o repórter começa a ser assediado pelo milionário Sanderson (Aaron Eckhart, Batman: O Cavaleiro das Trevas), que passa a ser seu “amigo” e a financiá-lo, em troca de apoio em suas transações misteriosas em San Juan, que incluíam a construção de mega empreendimentos que deixariam muitos nativos sem ter onde morar. A princípio, Paul Kemp se deixa levar por Sanderson, graças às suas festas grandiosas, carros luxuosos e muito, muito dinheiro. Mas ele não esperava se apaixonar pela bela Chenault (Amber Heard, Fúria Sobre Rodas), noiva de Sanderson, o que poderia levar a parceria com o milionário por água abaixo.


Ao lado do novo amigo Sala (Michael Rispoli, do seriado Magic City), fotógrafo com quem passa a morar em San Juan, Paul Kem enfrenta vários dilemas que colocam em risco tanto sua profissão quanto sua própria vida. Tudo regado, claro, a muito álcool e novas descobertas – como as drogas mirabolantes levadas por Moberg (Giovanni Ribisi, Capitão Sky e o Mundo de Amanhã).

Diário de um Jornalista Bêbado não é uma grande obra cinematográfica e muito menos merece levar algum prêmio. O filme diverte, tem suas cenas de romance e de comédia que empolgam, mas o trunfo principal, sem dúvidas, é Johnny Depp, que mais uma vez conseguiu interpretar um personagem de forma única e brilhante.

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Let’s Rock nem tão rock assim

Cultura, Música
Em 23 de maio de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Maior exposição de rock da América Latina, a Let’s Rock abriu suas portas no Brasil no dia 4 de abril, bem a data do meu aniversário. Sou ligada nessas coisas de data e achei que, talvez, pudesse ter algum significado especial – tolice. Como tinha uma viagem programada a São Paulo no dia 13, a exposição logo entrou no roteiro.

Quando chegou dia 15, domingo, acho que eu era a mais empolgada do grupo de amigos para a visita. R$ 20? Paguei, rindo ainda. Muito bem estruturada na Oca, no Parque do Ibirapuera, a exposição proporciona uma verdadeira viagem ao mundo do rock n’ roll, a nível mundial, desde quando o estilo surgiu, passando pelas fases de transição e chegando aos dias atuais.


Porém, dizem por aí que nada é perfeito e com a Let’s Rock não foi diferente. Confesso que me decepcionei um pouco – ok, na hora fiquei revoltada, mas hoje considero uma leve decepção – com a falta de algumas fotografias e o excesso de outras. Por exemplo, Jim Morrison. Além da presença na linha do tempo e na salinha dos anos 60, não vi nenhuma fotografia grande pendurada do falecido vocalista do The Doors – muito menos da banda.

Já da Pitty, umas cinco. Tudo bem, ainda considero Pitty uma referência no rock atual brasileiro. Mas compare sua importância com a do The Doors? Na sequência, me vem outras várias fotografias do NX Zero. Melhor não comentar. E, pasmem, uma da Mallu Magalhães. Bem grande e bonita. Ok, Mallu é considerada (não por mim) uma revelação, namora Marcelo Camelo e tudo o mais… mas será que ela merecia MESMO uma fotografia daquele tamanho, onde não havia nem do Metallica, nem do The Doors?

E mais, eu como fã não pude deixar de notar. Cadê Alanis Morissette? Muitos vão dizer que a cantora canadense é adepta do pop, mas se derem um pulinho no anos 90 verão que a história não é bem assim. E mesmo se fosse, se Mallu Magalhães teve seu espaço, porque não Alanis? Isso me deixou realmente revoltada. Quando encontrei a fotografia do James Hetfield, líder do Metallica, em um canto dentro da lojinha de souvenirs, me acalmei. Mas que ele merecia mais destaque, merecia.


Resumindo, apesar das minhas frustrações pessoais, a exposição vale a pena. Quem se interessar, ainda dá tempo. A Let’s Rock fica no Ibirapuera até o dia 27 de maio, próximo domingo. Para quem é músico e curte uma guitarra, há um espaço onde há vários instrumentos para brincar, tocar, tirar fotos. Muito bacana. E, no penúltimo andar, há uma exposição de objetos de vários artistas – brasileiros e estrangeiros. Um mergulho mesmo na história do rock mundial.

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