O Espião Que Sabia Demais
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Durante o cafezinho do(a) malditovivant
“No final de tudo, somos apenas animais usando roupas casuais” Ferds
Chega as locadoras o magnífico filme: O Espião que Sabia Demais o Filme é baseado no livro homônimo de John Le Carré, que conta um pouco dos bastidores da Guerra Fria e como a Inglaterra evitou a explosão da Terceira Grande Guerra, com a ajuda dos seus espiões.
Apesar de o filme ser sobre espiões, devemos esquecer todo o glamour do Agente 007 [comum do mundo inglês] e pensar nos espiões como agentes das sombras, que vendem informações e praticam assassinatos que são encobertos para parecerem acidentes casuais. O filme começa mostrando uma falha de uma operação a mando de Control [diretor geral do Circus, pseudônimo usado para o MI-5] em Budapeste, onde o agente deve encontrar um General que tem informações sobre um agente duplo dentro do Circus, mas antes de completar a missão o espião é eliminado.
Essa falha implica na demissão de Control, assim que sai do cargo leva com ele o agente Smile [um dos maiores espiões e braço direito de Control interpretado por Gary Oldman]. Neste momento o filme começa, a demissão de Control mostra a transição do poder, para uma nova geração de agentes do Circus. Mas a suspeita de um agente duplo dentro da inteligência Britânica chega aos ouvidos da Rainha, então o Primeiro Ministro resolve reativar o Agente Smile com a missão de descobrir quem é o agente duplo e evitar uma guerra.
Smile então volta ao apartamento de Control e descobre um jogo de xadrez com fotos dos novos diretores do Circus e seus codinomes: Tinker [Funileiro] Taylor [Alfaiate] Soldier [Soldado] Spy [Espião], esse também é o nome original do filme. Com base nisso Smile continua as investigações que Control havia iniciado anos antes.
O diretor Sueco Tomas Alfredson [Deixe ela entrar] consegue envolver muito bem o telespectador dentro da trama, levantando a questão moral do homem e sua incansável busca pelo poder.
Tomas também acerta na escolha de colocar a violência em segundo plano, dando ênfase aos diálogos e ao suspense, só que mesmo a violência estando em segundo plano ela aparece para nos nortear, mostrando do que o homem é capaz de fazer pelo poder.
O diretor também acerta na escolha de todo o elenco do filme, em especial de Gary Oldman para o papel de Smile, um agente Frio e impassível, mas extremamente competente. Outra boa escolha foi de Tom Hardy [o ator tem escolhido bons filmes também] que faz parte da nova geração, mais glamorosa. Sem contar a sombra grandiosa de Colin Firth que apesar de aparecer pouco na tela, se mostra uma peça chave dentro do filme.
O Espião que Sabia demais é um filme excelente e merece ser visto e revisto, então alugue ou compre o DVD. Vi o filme no inicio do ano no cinema e me arrependo de não ter ido no cinema no dia seguinte rever o filme, mas em breve compro uma cópia pra mim.
Semana que vem eu volta e amanhã tem post novo no malditovivant.net
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Filme – Um Método Perigoso
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“Não desejo suscitar convicções, o que desejo é estimular o pensamento e derrubar preconceitos.” Freud
Ontem no meu blog [malditovivant.net] fiz um post sobre a carreira do virtuoso diretor, David Cronenberg, ele também é diretor de Um Método Perigoso. Neste filme Cronenberg sai do grotesco e vai até o fetichismo e o Parricídio para mostrar a relação dos maiores mestres da Psiquiatria, Carl Gustav Jung [Michael Fassbender] e Sigmund Freud [Viggo Mortensen está majetoso no papel] no meio desta relação temos Sabina Spielren [Com uma excelente atuação de Keira Knightley].
Apesar da figura de Freud, o filme é centrado na relação de Sabina com Jung. Ela fora a primeira paciente em que Jung usou os famosos métodos de Freud, onde o tratamento se dá por meio da conversa com o paciente. O experimento é um sucesso, Jung descobre o real problema de Sabina, que por conta da sua infância violenta, sente um incrível prazer sexual ao por meio da violência [Fetichismo]. Jung é bem eficaz como médico, conseguindo recuperar Sabina e fazendo com que ela consiga ingressar na faculdade, ela por devoção ao seu salvador escolhe a faculdade de psicologia.
O sucesso de Jung por meio da técnica de Freud faz com que os dois marquem um encontro, e assim nasce a amizade entre os dois, Freud vê em Jung a figura de pupilo [e seu futuro sucessor] na mesma via Jung vê Freud como um Pai [Mestre], e Freud age assim mesmo, sempre se distanciando e com um ar de superioridade e se mostrando sempre a frente de seus colegas.
Mesmo Jung sendo um excelente psicanalista, sua vida pessoal não vai tão bem, casado com uma mulher rica, Jung não tem um casamento feliz, como Freud o analisa: ela por ser dominante [financeiramente] castra o ímpeto de Jung na esfera pessoal, Jung só se sente “Homem” na esfera profissional, onde é mestre em sua arte.
Jung entra em conflito após Freud mandar um de seus pacientes, Otto Gross [Vicent Cassel rouba a cena] que também é psicanalista, fora internado pelo seu pai, Jung acaba sendo seduzido pelo ideal Otto [um anarquista em estado de ebulição], que induz Jung a ter um caso com uma de sua paciente mais famosa Sabina. Ele então entra no mundo do fetichismo, no inicio não gostando muito, mas por fim deixando de ser instrumento [de Sabina] para se tornar refém dela.
Com o tempo Jung acaba se sobressaindo e explorando outros campos, isso não agrada seu mestre, ai as discordâncias começam a surgir. Jung não precisa mais de um Mestre, ele tem seu reconhecimento [Parrícidio]. Freud resolve então cortar relações com o pupilo, e isso afeta totalmente Jung, que se afunda em trabalho.
Cronenberg mostra uma direção segura e realista, dando aos atores um ar de naturalidade, mesmo sendo um filme de época. Outro bom acerto do diretor foi a escolha de Keira Knightley, que se mostrou uma atriz bem versátil ao fazer uma Sabina doente e uma Sabina curada. Mostrar a briga de Jung e Freud por cartas é mais um acerto do diretor, as locações dão uma ideia de uma Europa poderosa e rica um retrato fiel da época.
Se for ao cinema, dê uma chance a Cronenberg e veja o mundo da psiquiatria pelos olhos de Jung e Froid.
Hoje tem post lá no malditovivant.net
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Filme – Os Agentes do destino
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“Já fiz todos os cálculos; o destino fará o resto”. Napoleão Bonaparte
Prometido para esse mês nos canais Telecine, Os Agentes do destino [2011] é um filme baseado no conto de ficção cientifica do renomado escritor Philip K. Dick [homem por trás de Blade Runner e Minority Report], só que essa adaptação do cinema fugiu um pouco do seu caráter conspiratório e sombrio para cair nas veias românticas.
No filme acompanhamos a vida do jovem político David Norris [Interpretado pelo bom Matt Damon], que tenta a todo custo chegar ao senado americano, mas um erro de seu passado juvenil atrapalhou os seus planos, no mesmo dia de sua derrota, ele acaba conhecendo a misteriosa Elise Sellas [Interpretada pela belíssima Emily Blunt], David acaba se apaixonado por ela, essa paixão acaba motivando David em seu discurso na derrota da campanha.
Um ano se passa e David ainda procura por Elise, em uma manhã qualquer ele acaba pegando o ônibus errado e reencontrando Elise, esse encontro acaba acelerando sua ida ao escritório, onde se depara com algo que não devia ver, homens usando ternos e chapéus com um aparelho estranho ligado ao corpo de seu amigo.
Estes homens são os “Agentes do Destino” que zelam pelo destino de todos os seres vivos da terra, eles interferem em todas as situações, acabando definitivamente com a ideia de livre arbítrio dada pelo “Chefe” [esse termo usado por eles].
Um dos agentes Richarson [Interpretado por John Slaterry de Mad Man] explica como funciona todo o sistema e explica que ele não deveria ter visto aquilo e nem tão pouco reencontrado Elise. E que eles impediriam de que ele visse a garota, por que o relacionamento entre eles colocaria em risco seu futuro, mas David ignora o aviso e tenta a todo custo procurar Elise.
George Noffi, que assina a direção e a adaptação do roteiro, faz um bom trabalho criando um clima de suspense e de incertezas, mas peca um pouco pelo excesso de romance do filme [e do final insosso], e acaba errando novamente ao fugir da teoria conspiratória do conto, mas isso não chega a arruinar o filme. Para o cenário eles escolheu as ruas de Nova York que fazem o filme ficar mais interessante ainda.
As ruas são importantes, porque os Agentes do Destino tem o poder de cruzar as portas e se teleportar para locais diferentes, uma das cenas mais legais é quando David entra no jogo dos agentes inicia uma perseguição frenética que acaba aos pés da Estátua da Liberdade.
Apesar dos erros o filme não chega a ser um desastre, e pode render uma boa diversão, eu que li o conto original, fiquei um pouco decepcionado, mas mesmo assim recomendo o filme que é ideal para se ver a dois.
Não se esqueça de que amanhã tem post lá no malditovivant.net



















