Todo mundo que realmente gosta de café costuma ter sua preferência de como degustá-lo. Há quem prefira beber em um copo térmico, em uma caneca ou em uma xícara. Claro, há quem aceite de qualquer maneira, mas eu me considero entre um dos citados previamente. Para mim, beber café é – quando tempo permite – uma experiência sensorial e, consequentemente, nostálgica. Quando penso “como eu gostaria de um cafezinho agora”, a imagem mental que tenho é de um pires branco, sem nenhum enfeite, e uma xícara branca com café preto, uma leve marca de calor na superfície e um vaporzinho saindo. Provavelmente porque é como eu me lembro de tomar na casa de meu avô, quando dormia por semanas a fio e me faziam café da manhã. Então, quando posso, gosto de tomar um café com calma e lembrar daquela época. De certa forma, um café às vezes é como uma fotografia. Te lembra de coisas que nada mais faz lembrar. Hoje de manhã, tomando um café, lembrei de quando tocava mais meu antigo violão. Digo isso pois nunca mais toquei. E foi assim, cheiro de café, cheiro de nostalgia, cheiro da madeira e das cordas meio enferrujadas. Fica aí embaixo um vídeo de uma música que toquei mais vezes do que consigo lembrar e uma das poucas que tive coragem de gravar.
Café com cheiro de cordas enferrujadas
Inspirados no Café
Durante o cafezinho do(a)
Bruno Stolf , em
23 de
janeiro de
2012
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