Filme – A Todo Volume

Filmes, Música
Em 1 de agosto de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Pra mim música tem que ter guitarra, me desculpem os adoradores de batidas tecno, sambistas, etc, mas guitarra é essencial, e é de guitarra que fala o filme “A todo Volume” (It Might Get Loud) de 2009, dirigido pelo documentarista vencedor do Oscar por “Uma Verdade Inconveniente” Davis Guggenheim.

 

Guggenheim chamou Jimmy Page, The Edge e Jack White, representando três gerações de guitarristas com estilos completamente diferentes, para fazer um som e falar da sua paixão pelo instrumento.
O filme inicia de uma forma totalmente inusitada, com Jack White improvisando uma guitarra com alguns pedaços de madeira, uma garrafa de refrigerante, arame e pregos, conhecida como diddley bow, depois de fazer alguns acordes com o instrumento recém construído ele pergunta: “Quem disse que você precisa comprar uma guitarra?”.

A Todo Volume fala de paixão, paixão pela música e pelo instrumento, buscando a história dos guitarristas, tentando mostrar o que levou cada um a criar seu próprio estilo apresentando uma visão desconhecida dos músicos, como a infância de Jack White em Detroit e como essa etapa influenciou no seu som, Jimmy Page parecendo criança ao mostrar sua gigantesca coleção de discos e fazer alguns acordes de “Whole Lotta Love” sob os olhares fascinados de The Edge e Jack White, até mesmo o reservado The Edge, comentando o som horrível que ele e seus colegas faziam na escola e mostrando as fitas cassete que deram origem ao album Josua Tree do U2 de 1987, tudo isso, é claro, com muitas guitarras.

O três se encontram em um estúdio em Los Angeles, cheios de guitarras, discos e um sofá, onde literalmente dão aulas sobre suas influências e estilo, e pra finalizar uma jam session com um hino do rock n’ roll, “The Weight” do The Band, executada com maestria.

Eu como apaixonado por música, guitarras e rock n’ roll, lhes digo uma coisa, o filme é imperdível, um filme para ver e principalmente para ouvir.

 

Blu-ray a venda na Livraria Saraiva.

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Diário de um Jornalista Bêbado

Filmes
Em 24 de julho de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Já faz um tempinho que assisti à Diário de um Jornalista Bêbado (The Rum Diary), mas ainda é válido comentar sobre o filme, pois ainda está em cartaz em alguns cinemas pelo Brasil. No longa, Johnny Depp encarna pela segunda vez um personagem de Hunter S. Thompson – primeiramente foi em Medo e Delírio, de 1998. Agora, ele dá vida a Paul Kemp, personagem que nasceu após a experiência de Thompson como repórter em um jornal de Porto Rico, nos anos 60.


Amigo íntimo do criador do chamado jornalismo gonzo, Depp tentou por muito tempo que Diário de um Jornalista Bêbado (The Rum Diary) fosse adaptado para as telonas, o que aconteceu somente em 2011 – seis anos após a morte de Hunter S. Thompson. Na história, o jornalista americano Paul Kemp chega a San Juan, em Porto Rico, para tentar uma vaga em um jornal decadente da cidade.

Apesar de uma entrevista desastrosa com seu futuro patrão, Lotterman (Richard Jenkins, O Visitante), Kemp consegue a vaga de repórter e inicialmente escreve sobre para a parte de horóscopo do jornal. Logo depois, o jornalista passa a ter a missão de escrever sobre a visão dos turistas sobre o lugar, ou seja, esconder a parte ruim. Kemp se vê preso às ordens do patrão ao mesmo tempo em que tenta relatar a pobreza em que vivem os habitantes de San Juan.

Paralelo a isso, o repórter começa a ser assediado pelo milionário Sanderson (Aaron Eckhart, Batman: O Cavaleiro das Trevas), que passa a ser seu “amigo” e a financiá-lo, em troca de apoio em suas transações misteriosas em San Juan, que incluíam a construção de mega empreendimentos que deixariam muitos nativos sem ter onde morar. A princípio, Paul Kemp se deixa levar por Sanderson, graças às suas festas grandiosas, carros luxuosos e muito, muito dinheiro. Mas ele não esperava se apaixonar pela bela Chenault (Amber Heard, Fúria Sobre Rodas), noiva de Sanderson, o que poderia levar a parceria com o milionário por água abaixo.


Ao lado do novo amigo Sala (Michael Rispoli, do seriado Magic City), fotógrafo com quem passa a morar em San Juan, Paul Kem enfrenta vários dilemas que colocam em risco tanto sua profissão quanto sua própria vida. Tudo regado, claro, a muito álcool e novas descobertas – como as drogas mirabolantes levadas por Moberg (Giovanni Ribisi, Capitão Sky e o Mundo de Amanhã).

Diário de um Jornalista Bêbado não é uma grande obra cinematográfica e muito menos merece levar algum prêmio. O filme diverte, tem suas cenas de romance e de comédia que empolgam, mas o trunfo principal, sem dúvidas, é Johnny Depp, que mais uma vez conseguiu interpretar um personagem de forma única e brilhante.

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Filme – On The Road

Beat Generation, Filmes
Em 23 de julho de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Essa semana resolvi fazer um post diferente, não serei “o escritor” integral do post, chamei uma pessoal especial [minha Calíope] para escrever sobre ele. Queria ver o filme por outros olhos [de uma pessoal que viu o filme e leu o livro], e mesmo não tendo lido o livro, compartilho das mesmas opiniões sobre o longo On The Road.

Walter Salles foi o escolhido para levar ao cinema o clássico da literatura Beat, ele demorou oito anos em todo o processo de roteirização, escolha de elenco, financiamento e filmagem. Apesar de aclamado em alguns lugares o filme não tem agradado o publico em geral.

Vamos a resenha:

Ao ler sobre a história do livro On The Road de Jack Kerouac, entender o quanto este livro pode ter influenciado uma geração inteira, ler que 50 anos foram “aguardados” para que esta história fosse adaptada para o cinema criei uma imensa expectativa sobre o filme Na Estrada de Walter Salles.


Dias antes da estréia do filme ganhei o livro On The Road (esse da L&PM com o pôster do filme) e comecei a lê-lo. No começo do livro você já sente o anseio pela estrada, o gosto pelodeixar tudo pra trás e ver, conhecer, sair por aí e observar (sim, observar!) o mundo e as pessoas.” Quis logo ver o filme antes de terminar o livro por que acredito que filmes adaptados devem fazer você sentir a história, entende-la sem precisar ler a obra inspiradora. Pelo menos os bem dirigidos acredito que funcionam assim.

Não tenho uma opinião muito formada sobre o Salles em On The Road, na verdade não compreendo muito bem essas partes mais específicas ou técnicas do cinema, como até onde é culpa do diretor, do roteirista ou dos atores”. A única coisa que sei é que quando o filme estreou na sexta feira, no sábado eu estava no cinema para conferir. Ansiosa. Essa é a palavra.

Comprei meu ingresso. Entrei na sala do cinema. Lá estava eu inquieta querendo que tudo começasse logo. Começou. Os primeiros minutos do filme são belos, boa fotografia, cenas bem filmadas com ângulos interessantes.  O filme promete, mas não cumpre.


Foi aí que a decepção começou, a organização temporal do filme é um pouco complicada, junto com o enredo que para mim não passou de drogas, sexo e degradação. É difícil dizer se o filme foi bom ou ruim. Na verdade acho que ele nem é bom nem ruim. É chato mesmo.

Lembro-me de ter saído exausta da sala do cinema, de ficar incomodada no banco, olhando ao redor, até tentar abotoar minha bolsa foi mais interessante em alguns momentos. Os olhos cansam de ver “pessoas pirando em cada momento de maneiras diferentes”. Principalmente quando se deduz que toda essa “piração” devia ter um sentido, nem que o sentido fosse enlouquecer sem sentido algum.

No livro há vários sentidos: Viver sem preocupações muito distantes, aproveitar antes de a realidade bater a sua porta, ou até mesmo a maturidade chegar e você não ter como fugir. Uma pena nada disso ter sido levada em conta no filme.

A situação chegou num ponto que mais ou menos umas seis pessoas saíram da sala do cinema. Alguns minutos depois ouvi um senhor dizendo: “Não disse que esse filme só ia ter putaria”, umas senhoras que encontrei no banheiro no fim do filme diziam: “tsc tsc tsc… Kerouac devia ter visto isso, me senti tão inspirada quando li quando era jovem, o que esse Salles estava pensando?”


Nesse espírito que todos saíram, parecíamos que tínhamos levado um balde de água fria e um pisão no pé.  Em um dado momento, cheguei a pensar: “aaaah agora acaba, não é possível” e não, Dean e Sal decidem ir ao México, fazendo com que o filme dure mais meia hora.

Salles não acompanhou o ritmo de Kerouac, essa é a verdade. Kerouac exigia mais visceralidade, já que a crise existencial e busca por si mesmo na estrada é o que envolve todo o livro On The Road (terminei de ler essa semana!). Os anseios, as dúvidas, os desejos de Sal (Alter ego de Kerouac) em ter uma esposa e amar uma mulher, não aparecem, a complexidade de Dean (alter ego de  Neal Cassady, amigo de Kerouac) também é deixada de lado, no filme ele parece um inconseqüente viciado em drogas e mulheres.

Saí do cinema tentando pensar se esse sentimento de cansaço era proposital, ou se pra nós esse tipo de viagem e comportamento é muito distante nos causando essa sensação. Não sei. O final é bom, uma das partes com atuações que mais se assemelharam a Kerouac (ainda não sendo tão angustiante como no livro) assim como as atuações de Kirsten Dunst que renderam boas cenas, cenas que correspondiam ao que todos esperavam.


Hoje só consigo pensar que toda a poesia, desejo de passar por aí conhecendo pessoas livremente, experimentando, sentindo, vivendo e tendo histórias pra contar não está no filme.

Só me lembro de ter alguém na fila do banheiro que me perguntou: “E você menina o que achou?” Eu disse “Acho que eu preciso beber alguma coisa e esvaziar a cabeça porque não consigo achar nada, moça. Estou exausta!”.

 

Essa semana eu volto com mais filmes…


E me acompanhe no malditovivant.net

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Espetacular Homem Aranha

Filmes
Em 13 de julho de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Nessa semana, tirei um tempo no meu dia e fui ao cinema assistir:  O Espetacular Homem Aranha estava curioso pelo Reboot da série. Mas antes de entrar na sala de cinema, eu me preparei para ver o filme, fui de coração aberto, eu tenho um bom histórico com o personagem, quando mais novo eu tinha muita coisa do “cabeça de teia”, certa vez minha irmã me contou que na minha infância eu dava a imitar o Homem Aranha [tentando escalar as paredes e andando curvado].

Por isso eu tenho um carinho especial por esse que foi meu primeiro Herói [anos mais tarde eu adotaria uma figura mais sombria "Batman"]. Eu sabia que se levasse a minha ideia de como deveria ser o filme eu não conseguiria tirar proveito da diversão de um filme desse estilo. Então eu fui, vi e gostei, mas mesmo assim fiquei um pouco incomodado tal qual os fãs de longa data.


Os novos roteiristas do Espetacular Homem Aranha esqueceram um pouco a ideia central do Mestre Stan Lee. Peter Parker, era um adolescente problemático, não tinha amigos, nem namoradas, Peter só tinha seus tios e a sua paixão pela ciência. Peter era desengonçado e sem total senso de como se vestir [se você pegar uma revista clássica vai perceber que ele usava pulôver e gravata borboleta], mas tudo muda na vida do Herói, depois que ele se torna o Homem Aranha.

Stan Lee com seu personagem discursa sobre metamorfose e as reponsabilidades de crescer, abandonar isso, é abandonar “o existir do Herói”. Não que os produtores abandonaram a ideia [existe dentro do filme uma pergunta que sempre se repete: Quem é você Peter Parker?], o problema é a nova ideia central, de que Peter não virou Homem Aranha ao acaso, este novo Peter Parker soa mais como o escolhido e não fruto do acaso.

Fugindo dessas críticas, o filme é feito para o novo publico conhecer o herói. Um dos méritos do diretor Marc Webb [famoso por 500 Dias Com Ela] é focar o filme nas relações pessoais de Parker. E a boa escolha do elenco é a chave disso, existe uma excelente química entre Peter[Andrew Garfield] e sua Gwen [e não tão bela Emma Stone], diferentemente das outras versões do herói a “mocinha” faz parte de todo o mistério, amarrando a história para uma continuação.


Um acerto do roteiro que deve ter agradado aos fãs é o disparador de teia, nessa nova versão do herói ele usa o dispositivo no pulso, igual a dos quadrinhos. Já seu uniforme segue um pouco mais a linha Ultimate da Marvel.


As cenas de ação são bem produzidas, mostrando um refinamento maior, algumas cenas devem ter ficado boas em 3D [O filme foi feito para isso], mas conversando com outras pessoas, nada que seja espetacular.

Mesmo depois de dez anos do primeiro filme, O Espetacular Homem Aranha, faz o seu papel de divertir assim como o filme antigo. As produtoras sabem o risco de adaptar um personagem desse calibre, sempre vai ter alguém reclamando da diferença entre a HQ e o Filme, por que assim como hoje, a dez anos atrás choviam criticas para o filme de Sam Raimi.


As pessoas estão esquecendo uma das funções principais do cinema. O Cinema tem a função de divertir, tirar você da sua carga de realidade do dia a dia e te levar a um mundo totalmente novo.

Pense nisso antes de entrar na sessão de cinema e agir como um crítico ferrenho.

Voltamos na próxima semana com mais uma resenha

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Filme – Prometheus

Filmes
Em 29 de junho de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Apesar dos contratempos, finalmente consegui assistir Prometheus, mas antes, devo confessar que não sou um amante da saga Alien, muito menos de filmes de alienígenas [tive minha fase, mas eles pisarão na bola comigo], mas ver Ridley Scott de volta as suas origens me empolgou [e muito]. O filme se passa anos antes do primeiro filme da saga Alien [mas você não precisa ter visto Alien pra curtir Prometheus] onde em um futuro bem distante do nosso presente.

Em meio a escavações na Escócia, conhecemos dois pesquisadores Charlie [Logan Marshall-Green] e Elisabeth Shaw [A exótica Noomi Repace], eles descobrem em meio as escavações, figuras que denunciam a chegada de homens do espaço na terra. O Diretor Ridley Scott decide então levamos a um passo a diante e nos colocar mais afrente no futuro, onde a Nave Prometheus, está chegando próximo de um novo planeta.


Nesse momento somos apresentados a David [Michael Fassbender mostrando que é um ator totalmente versátil]  uma máquina a serviço de uma grande corporação, que está financiando a viagem. David tem um pouco de Hal 9000 [Personagem chave do filme 2001, uma Odisseia no Espaço], ele tem a função de proteger os tripulantes da nave. David faz de tudo para não deixar os humanos desconfortáveis, tanto que se veste como nós, e pinta o cabelo, para se humanizar mais ele se inspira em frases de efeito tiradas de  filmes antigos [em especial Lawrence da Arabia].


Além de David, temos a Capitã Vickers [Charlize Theron] ela também representa a corporação, diferente dos pesquisadores que querem fazer contato com os habitantes desse novo planeta Vickers quer somente a confirmação e não fazer contato, já que a empresa tem outros planos para isso.

A bela Dra. Shaw veio ao planeta para fazer contato e buscar respostas sobre a nossa existência, ela acredita que as criaturas que vivem neste novo planeta, são na verdade os criadores da vida na terra, ela os chama de “Engenheiros”. Ao chegar ao planeta, eles descobrem uma instalação que lembra uma base. Sua expedição e tormenta começam ali.

Com uma direção pra lá de segura e não abusando muito dos efeitos especiais Ridley Scott cria uma atmosfera maravilhosa, com cenários magníficos. E mostra a todos que filmes de ficção cientifica e ação, pode ter um roteiro e não somente explosões.

Então somos chamados para discutir temas filosóficos: A nossa incansável busca pelo criador às vezes faz o homem se esquecer de suas criaturas, vemos isso em um dialogo entre David [robô] e Charlie [humano]. O embate da fé e ciência, onde a Dra.Shaw, em um momento de desespero reza aos céus [mesmo estando “no céu”] por uma chance de sobreviver, e recebe resposta de David. A luta do homem pela imortalidade e claro o poder das corporações [essa temática é muito discutida no primeiro Alien]. Sem contar as intrigas Shakespearianas, criadas por David.

Prometheus é tudo isso e promete muito mais com a chegada do seu Blu-ray, onde o diretor promete algumas cenas extras que devem elucidar algumas dúvidas lançadas ao longo do filme.


E como Prometheus já é um sucesso, o diretor prometeu voltar para uma continuação, esperamos que seja verdade, e que seja realmente com Ridley Scott.


Eu ainda não sei quando volto a postar no malditovivant.net, mas sei que estarei aqui na turmadocafe na próxima semana. Até breve…

“As vezes questionamos tanto o nosso criador que nos esquecemos de nosso papel com nossas criações” Ferds

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Filme – O Corvo ( 2012 )

Filmes
Em 25 de maio de 2012
Durante o cafezinho do(a)

No inicio da semana me arrisquei e fui ao cinema, ver o novo filme do diretor James McTeigue, O Corvo, para quem não se lembra em 2005 o diretor fez sua estréia solo dirigindo a adaptação da renomeada “Graphic Novel” V de Vingança [se não viu, leia]. Não foi apenas a direção que me levou a ver o filme, Edgar Allan Poe vem antes de tudo isso.


Confesso uma grande paixão pelos seus escritos, apesar de só ter um livro dele na minha prateleira [Assassinato na Rua Morgue]. Para a criação do filme os roteiristas se basearão em dois mistérios. O primeiro é sobre o suposto desaparecimento do escritor e sua  aparição em um banco de uma praça em estado catatônico dois dias depois.


A segunda lenda é de que Poe [um homem franzino] teve experiências com assassinatos que o ajudou a criar todo seu mundo literário. Esse segundo mistério é apenas uma hipótese, mas a lenda circulou os meios acadêmicos por um bom tempo.

Mas vamos ao filme. O filme segue uma linha mais leve, mas ao estilo do novo Sherlock Holmes. Poe [John Cusack em seu melhor papel na última década] se encontra em uma encruzilhada criativa, seus textos antigos estão caindo no esquecimento e ninguém quer mais publicar seus novos contos, sem nenhum peso no bolso o escritor continua perambulando em busca de um trago de conhaque.

Poe ainda tem um problema, é apaixonado pela bela e jovem Emily [interpretada pela voluptuosa Alice Eve] seu amor é correspondido prontamente, mas o Pai de Emily um membro da sociedade que detesta Poe.

Tudo muda de figura quando um crime com requintes de crueldade acontece na cidade de Boston e o detetive Fields [Luke Evans] percebe que o crime tem semelhanças com o um dos contos do escritor e o convoca para ser seu consultor. A trama fica mais complicada quando Poe é chamado pelo assassino misterioso para um jogo e acaba raptando Emily [em uma das melhores seqüências do filme].

Poe então tem que descobrir os próximos passos a fim de salvar sua amada, ao mesmo tempo em que é obrigado a escrever sobre todas as mortes no jornal da cidade.


Por conta do baixo orçamento algumas cenas foram feitas por meio de animação, tornando algumas mortes pra lá de enfadonhas. Outra coisa que desagrada um pouco no filme [pelo menos pra alguns] é o excesso de rebuscamento em alguns diálogos, deixando algumas cenas monótonas.

Tirando isso o filme é excelente, e um convite para revisitar a obra do escritor. Ou mesmo para conhecer a obra deste genial escritor

Por enquanto não volto ao malditovivant.net, mas semana que vem estarei aqui no turmadocafe.com


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Os Vingadores vingaram as expectativas

Filmes
Em 27 de abril de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Todas as cadeiras, viradas de cabeça para baixo, em cima das mesas. Tudo vazio. Havia mais pedreiros trabalhando em reformas internas que pessoas indo em direção ao cinema. O único Thor por perto, com um martelo na mão, não tinha nada de loiro e pregava tábuas em uma espécie de andaime. Este era o clima do shopping Neumarkt, em Blumenau, ontem à noite, antes da sessão de pré-estréia do filme Os Vingadores.

O horário era muito épico. Ou, deveria parecer. Faltando exatamente um minuto para a meia noite, a sessão teria início. Mas, chegamos uma hora e meia antes, pois conseguimos ingressos com aquele amigo do amigo que de última hora resolveu não ir e queria dormir. Perda a dele. Passamos em sua casa, pegamos os ingressos e fomos para o shopping. Passada a cena de desolação citada anteriormente, sentamos em uma mesa – com cadeiras que baixamos nós mesmos -, e, com uma latinha de cerveja, ficamos conversando sobre qualquer coisa. Aos poucos, mais pessoas foram chegando. As surpresas se deram na forma de grupos inteiros apenas de meninas. Não é preconceito, mas é raro ver meninas indo em uma sessão de Avengers. Na pré-estréia, então, quase inédito. Alguns casais de pessoas mais velhas também estavam presentes – provavelmente algum nerd inveterado que chegou aos 40, mas nunca deixou de querer ser o Homem de Ferro.

Finalmente chegou perto do horário e resolvemos entrar. A sala do filme era grande e sentamos na fileira F, que garante uma visão mais direcionada do que qualquer outra coisa. É aquele velho “foco nas cenas, foco nas cenas rápidas!”. O filme era em 3D. Eu não gosto de assistir filmes em 3D porque acredito que a tecnologia ainda não está no seu primor. Cenas rápidas ainda ficam levemente borradas e para realmente sentir o efeito 3D, é preciso focar bem nas coisas. Apenas detalhes periféricos realmente parecem flutuar ao seu redor. Felizmente, o filme Os Vingadores teve um orçamento muito grande e a tecnologia conseguiu garantir alta qualidade no quesito 3D. Não senti nem metade do incômodo que senti em outros filmes. Provavelmente isso foi devido ao fato de que o 3D deste filme não foi feito parar parecer que objetos voam em sua cara. Ele foi mais fiel ao nome e focou em criar uma terceira dimensão que não vemos em filmes 2D, a profundidade. Pouquíssimos momentos do filme possuem cenas com objetos voando em sua direção, mas sempre há aquela sensação de que é possível entrar pela tela e andar pelo cenário. Ponto bônus para o filme!

Agora, depois de muitas delongas, o filme em si. Primeiramente, é necessário dizer desde já que Os Vingadores é um filme solo. Uma pessoa que não assistiu os filmes que foram prelúdios para ele ou que nem conhecem direito os personagens podem assistir tranquilamente e achar o filme o máximo. Ele tem doses de ação ridiculamente bem feitas, balanceadas com doses de humor dignas de títulos de comédia sem se transformar em algo puramente cômico. Mas, aí fica o aviso do bom amigo. Assistir aos filmes “prelúdios” faz TODA a diferença. Não importa se você achou o filme Thor uma porcaria, com a Natalie Portman tentando roubar a cena. Não importa se você não gostou de nenhum dos dois Hulks (apenas o segundo vale como prelúdio). Não importa se o Capitão América é um símbolo puramente capitalista criado na 2ª Grande Guerra para vender títulos para o exército norte-americano. Não mencionei os filmes do Homem de Ferro porque não consigo criticá-los – para mim, ambos foram excelentes. Conhecer os personagens dá, sim, uma base para saborear melhor Os Vingadores, mas ter assistido os filmes que vieram antes, cria a sensação de que tudo conspirou para este momento. The Avengers se torna, em suma, uma continuação e é algo inédito, pois nunca houveram filmes – quatro, diga-se de passagem – feitos com o propósito de gerar um só. A pressão era grande, sim, mas deu certo. Com 136 minutos de duração, não houve um momento em que algo pareceu errado. “Ah, esta cena não precisava”. “Ah, tá demorando pra passar”. “Meu, isso foi ridículo”. “Eu esperava mais”. Não se ouviram estas frases na saída e com certeza elas não passaram pela minha mente. De certa forma, a fórmula era infalível. Vamos por partes:

Nick Fury é interpretado por Samuel L. Jackson. “Ah, mas como assim? O Samuel não tem NADA a ver com o Nick Fury dos quadrinhos”. Ah, mas aí que reside a questão. O filme é cheio de momentos com citações diretas aos quadrinhos, mas não é para ser uma completa adaptação deles. Apesar de ser uma atuação típica do ator, o personagem não foi forçado a aparecer o tempo todo, como se fosse a estrela. Ponto de novo! Mesmo que você não goste de Samuel L. Jackson como Nick Fury, não é preciso se preocupar pois ele não é a estrela do show.

Eu nem deveria precisar falar da Scarlett Johansson. É simples: ela é gostosa. Mas deixando o machismo de lado, ela é uma atriz excelente. Dai você junta estes dois ingredientes dentro de uma roupa colada de couro, um cabelo que faz jus ao nome e manda ela interpretar um personagem igualmente bom. Não tem erro. Ela não é protagonista, exatamente como Nick Fury, mas cada momento em que ela aparece, é um momento marcante. Seja por humor, seja puramente pela aparência, seja pelos golpes que parecem ter sido coreografados para mostrar suas belas características físicas. Ponto, ponto, ponto!

Personagens revelações foram Bruce Banner e Clint Barton. Houve um rebuliço sobre a escolha para o personagem de Hulk. Descobri, nestes últimos meses, que ninguém gosta de Mark Ruffalo. Não sei por que, eu gosto, mas talvez seja questão de gosto. A verdade, porém, é que ele encaixou perfeitamente. Claro que todo mundo queriam o Edward Norton de volta, afinal, é o Edward Norton. Mas Bruce Banner não é mais o Bruce Banner do filme Hulk. Ele é outra pessoa (explica-se no filme), com outra mente. Este novo Bruce Banner é interpretado muito bem por Mark Ruffalo. Nada de cronômetros cardíacos, nada de suor na testa por qualquer coisa. Ele é um cientista genial, constantemente calmo por estar constantemente ciente de sua constante raiva. Eu achei genial. Já Clint Barton não faz nada incrível. A não ser que ele é basicamente o Legolas sem ser um elfo. Jeremy Renner é um ator mediano. Sua atuação acaba sendo mediana. Ele um assassino/soldado e, no fim, suas cenas são basicamente fruto de sua natureza. Ou seja, quando ele aparece ele, ou está matando gente, ou dizendo que vai matar. A revelação, porém, foi o fato de que ele não é ruim. Clark Gregg, o clássico agente Coulson, que aparecia nos outros filmes, especialmente no Homem de Ferro, da S.H.I.E.L.D, era um ator com falas engraçadas, mas que não parecia se encaixar no filme. Era uma peça extra, quase desnecessária. Jeremy Renner como Clint Barton, o Gavião Arqueiro, deu para o gasto e cumpriu sua função: fazer coisas explodirem. Vale ressaltar algo incrível: as cenas mais hilárias não envolvem o Homem de Ferro, mas, sim, o Hulk. Acredite.

Thor aparece, como no primeiro filme, mas, devido a falta de protagonistas por haver protagonistas demais, ele fica extremamente secundário. Sua atuação não mudou desde o primeiro filme, mas desta vez ele não é o foco. Por causa disso, ele acaba não sendo um dos destaques do filme, o que é meio triste considerando que Thor ainda é o deus do trovão. Mas, felizmente, ele não faz feio. Cumpre seu papel e as cenas em que aparece são bem feitas e divertidas. O que me pareceu, apenas, foi que ele não foi retratado muito fielmente sua verdadeira natureza. Ele ainda é o deus do trovão, mas há momentos em que ele parece ter sido diminuído em seus poderes. Claro que é necessário equalizar os personagens, não pode haver um super deus todo poderoso, senão qual seria a necessidade dos outros, mas ainda há um sentimento latente de “ele poderia ter feito mais”.

O Homem de Ferro é o Homem de Ferro. A atuação de Robert Downey Jr. é a melhor do filme, disparada. Inclusive uso como argumento o fato de que se houvesse outro ator mais marcante, eu teria lembrado, mas não consigo no momento. Suas falas são sarcásticas, pontuadas nos momentos perfeitos e nenhum outro ator domina tanto a expressão de sentimentos, seja raiva, sarcasmo ou tristeza como Robert. Maaaas, ele não rouba a cena, o que é um ponto bom, pois ele não deveria roubar. Suas engenhocas são o sonho de consumo de qualquer pessoa do sexo masculino e estão mais bem feitas digitalmente que nunca, mas quem lidera o grupo ainda é o velho Capitão América. Infelizmente, o Capitão América não é o cara mais bem humorado que existe. Ele é oldschool, lutou na 2ª Guerra Mundial e é basicamente um velho. Entende-se perfeitamente. E este é o problema. Ele é aquele cara com discursos moralistas e bonitos de “go team”, o que acaba sendo fiel ao personagem que ele é, mas com todos os outros elementos do filme, acaba sendo quase brega, o que, novamente, é quem ele é como personagem. É meio difícil decidir se tudo isso é bom ou ruim, mas uma certeza existe: a fórmula funcionou. Ele acaba encaixando como o líder do grupo eventualmente e não há uma sensação de que existe um líder melhor. No fundo, você sabe que o Hulk só serve pra sair correndo e esmagando tudo, o Thor deve voar soltando raios, o Homem de Ferro fazendo o que ele sabe fazer de melhor, usando todas milhões de miniarmas na armadura e o Capitão América deve ficar lá, no chão, apanhando de todos, mas sempre resistindo e sempre sendo o exemplo de “vamos vencer!”. É clichê, mas é legal e funciona.

Quanto à história em si, tem um background legal, mas puxa bastante para um dos personagens. Não vou entrar em detalhes, mas não é segredo para quem viu o trailer que o vilão da vez é Loki, o irmão de Thor. O ator encarna bem o deus traiçoeiro, mas pra quem gosta de avaliar a psique dos personagens, ele é um caso bem legal. Às vezes tu quase gosta dele e às vezes tu só fica feliz por ter super heróis querendo bater nele.

Em suma, o filme é excelente. Os efeitos especiais são de primeira, o elenco é lindo, a história é legal, os personagens são fielmente retratados (mesmo que à sua própria maneira), entretém mesmo quem não assistiu os prelúdios ou não conhece bem os personagens, vale o dinheiro, vale ver mais de uma vez no cinema, vale ver em 3D, vale ver em 2D, é tudibom. Me atrevo a dizer que fazia tempo que não via um filme em que não saia apontando defeitos. Claro, sempre vai ter quem diga que tem aquela fria muito fria e que aquilo lá não foi tão fiel ao personagem original, mas se você avaliar o filme como uma obra única, nascida dos outros filmes e não puramente dos quadrinhos, é um 9,5 garantido. E, digo uma única coisa: se todo filme tem um personagem que rouba a cena, dá pra dizer tranquilamente que não é quem todo mundo esperava. E isso acaba sendo muito bom.

Recomendo!

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O Espião Que Sabia Demais

Filmes
Em 19 de abril de 2012
Durante o cafezinho do(a)

“No final de tudo, somos apenas animais usando roupas casuais” Ferds

Chega as locadoras o magnífico filme: O Espião que Sabia Demais o Filme é baseado no livro homônimo de John Le Carré, que conta um pouco dos bastidores da Guerra Fria e como a Inglaterra evitou a explosão da Terceira Grande Guerra, com a ajuda dos seus espiões.

Apesar de o filme ser sobre espiões, devemos esquecer todo o glamour do Agente 007 [comum do mundo inglês] e pensar nos espiões como agentes das sombras, que vendem informações e praticam assassinatos que são encobertos para parecerem acidentes casuais. O filme começa mostrando uma falha de uma operação a mando de Control [diretor geral do Circus, pseudônimo usado para o MI-5] em Budapeste, onde o agente deve encontrar um General que tem informações sobre um agente duplo dentro do Circus, mas antes de completar a missão o espião é eliminado.


Essa falha implica na demissão de Control, assim que sai do cargo leva com ele o agente Smile [um dos maiores espiões e braço direito de Control interpretado por Gary Oldman]. Neste momento o filme começa, a demissão de Control mostra a transição do poder, para uma nova geração de agentes do Circus. Mas a suspeita de um agente duplo dentro da inteligência Britânica chega aos ouvidos da Rainha, então o Primeiro Ministro resolve reativar o Agente Smile com a missão de descobrir quem é o agente duplo e evitar uma guerra.

Smile então volta ao apartamento de Control e descobre um jogo de xadrez com fotos dos novos diretores do Circus e seus codinomes: Tinker [Funileiro] Taylor [Alfaiate] Soldier [Soldado] Spy [Espião], esse também é o nome original do filme. Com base nisso Smile continua as investigações que Control havia iniciado anos antes.

O diretor Sueco Tomas Alfredson [Deixe ela entrar] consegue envolver muito bem o telespectador dentro da trama, levantando a questão moral do homem e sua incansável busca pelo poder.


Tomas também acerta na escolha de colocar a violência em segundo plano, dando ênfase aos diálogos e ao suspense, só que mesmo a violência estando em segundo plano ela aparece para nos nortear, mostrando do que o homem é capaz de fazer pelo poder.

O diretor também acerta na escolha de todo o elenco do filme, em especial de Gary Oldman para o papel de Smile, um agente Frio e impassível, mas extremamente competente. Outra boa escolha foi de Tom Hardy [o ator tem escolhido bons filmes também] que faz parte da nova geração, mais glamorosa. Sem contar a sombra grandiosa de Colin Firth que apesar de aparecer pouco na tela, se mostra uma peça chave dentro do filme.


O Espião que Sabia demais é um filme excelente e merece ser visto e revisto, então alugue ou compre o DVD. Vi o filme no inicio do ano no cinema e me arrependo de não ter ido no cinema no dia seguinte rever o filme, mas em breve compro uma cópia pra mim.


Semana que vem eu volta e amanhã tem post novo no malditovivant.net

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Filme – Um Método Perigoso

Filmes
Em 6 de abril de 2012
Durante o cafezinho do(a)

“Não desejo suscitar convicções, o que desejo é estimular o pensamento e derrubar preconceitos.” Freud

Ontem no meu blog [malditovivant.net] fiz um post sobre a carreira do virtuoso diretor, David Cronenberg, ele também é diretor de Um Método Perigoso. Neste filme Cronenberg sai do grotesco e vai até o fetichismo e o Parricídio para mostrar a relação dos maiores mestres da Psiquiatria, Carl Gustav Jung [Michael Fassbender] e Sigmund Freud [Viggo Mortensen está majetoso no papel] no meio desta relação temos Sabina Spielren [Com uma excelente atuação de Keira Knightley].


Apesar da figura de Freud, o filme é centrado na relação de Sabina com Jung. Ela fora a primeira paciente em que Jung usou os famosos métodos de Freud, onde o tratamento se dá por meio da conversa com o paciente. O experimento é um sucesso, Jung descobre o real problema de Sabina, que por conta da sua infância violenta, sente um incrível prazer sexual ao por meio da violência [Fetichismo]. Jung é bem eficaz como médico, conseguindo recuperar Sabina e fazendo com que ela consiga ingressar na faculdade, ela por devoção ao seu salvador escolhe a faculdade de psicologia.

O sucesso de Jung por meio da técnica de Freud faz com que os dois marquem um encontro, e assim nasce a amizade entre os dois, Freud vê em Jung a figura de pupilo [e seu futuro sucessor] na mesma via Jung vê Freud como um Pai [Mestre], e Freud age assim mesmo, sempre se distanciando e com um ar de superioridade e se mostrando sempre a frente de seus colegas.

Mesmo Jung sendo um excelente psicanalista, sua vida pessoal não vai tão bem, casado com uma mulher rica, Jung não tem um casamento feliz, como Freud o analisa: ela por ser dominante [financeiramente] castra o ímpeto de Jung na esfera pessoal, Jung só se sente “Homem” na esfera profissional, onde é mestre em sua arte.

Jung entra em conflito após Freud mandar um de seus pacientes, Otto Gross [Vicent Cassel rouba a cena] que também é psicanalista, fora internado pelo seu pai, Jung acaba sendo seduzido pelo ideal Otto [um anarquista em estado de ebulição], que induz Jung a ter um caso com uma de sua paciente mais famosa Sabina. Ele então entra no mundo do fetichismo, no inicio não gostando muito, mas por fim deixando de ser instrumento [de Sabina] para se tornar refém dela.

Com o tempo Jung acaba se sobressaindo e explorando outros campos, isso não agrada seu mestre, ai as discordâncias começam a surgir. Jung não precisa mais de um Mestre, ele tem seu reconhecimento [Parrícidio]. Freud resolve então cortar relações com o pupilo, e isso afeta totalmente Jung, que se afunda em trabalho.

Cronenberg mostra uma direção segura e realista, dando aos atores um ar de naturalidade, mesmo sendo um filme de época. Outro bom acerto do diretor foi a escolha de Keira Knightley, que se mostrou uma atriz bem versátil ao fazer uma Sabina doente e uma Sabina curada. Mostrar a briga de Jung e Freud por cartas é mais um acerto do diretor, as locações dão uma ideia de uma Europa poderosa e rica um retrato fiel da época.

Se for ao cinema, dê uma chance a Cronenberg e veja o mundo da psiquiatria pelos olhos de Jung e Froid.

Hoje tem post lá no malditovivant.net

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Filme – Os Agentes do destino

Filmes
Em 29 de março de 2012
Durante o cafezinho do(a)

“Já fiz todos os cálculos; o destino fará o resto”. Napoleão Bonaparte

 

Prometido para esse mês nos canais Telecine, Os Agentes do destino [2011] é um filme baseado no conto de ficção cientifica do renomado escritor Philip K. Dick [homem por trás de Blade Runner e Minority Report], só que essa adaptação do cinema fugiu um pouco do seu caráter conspiratório e sombrio para cair nas veias românticas.

No filme acompanhamos a vida do jovem político David Norris [Interpretado pelo bom Matt Damon], que tenta a todo custo chegar ao senado americano, mas um erro de seu passado juvenil atrapalhou os seus planos, no mesmo dia de sua derrota, ele acaba conhecendo a misteriosa Elise Sellas [Interpretada pela belíssima Emily Blunt], David acaba se apaixonado por ela, essa paixão acaba motivando David em seu discurso na derrota da campanha.


Um ano se passa e David ainda procura por Elise, em uma manhã qualquer ele acaba pegando o ônibus errado e reencontrando Elise, esse encontro acaba acelerando sua ida ao escritório, onde se depara com algo que não devia ver, homens usando ternos e chapéus com um aparelho estranho ligado ao corpo de seu amigo.

Estes homens são os “Agentes do Destino” que zelam pelo destino de todos os seres vivos da terra, eles interferem em todas as situações, acabando definitivamente com a ideia de livre arbítrio dada pelo “Chefe” [esse termo usado por eles].


Um dos agentes Richarson [Interpretado por John Slaterry de Mad Man] explica como funciona todo o sistema e explica que ele não deveria ter visto aquilo e nem tão pouco reencontrado Elise. E que eles impediriam de que ele visse a garota, por que o relacionamento entre eles colocaria em risco seu futuro, mas David ignora o aviso e tenta a todo custo procurar Elise.


George Noffi, que assina a direção e a adaptação do roteiro, faz um bom trabalho criando um clima de suspense e de incertezas, mas peca um pouco pelo excesso de romance do filme [e do final insosso], e acaba errando novamente ao fugir da teoria conspiratória do conto, mas isso não chega a arruinar o filme. Para o cenário eles escolheu as ruas de Nova York que fazem o filme ficar mais interessante ainda.

As ruas são importantes, porque os Agentes do Destino tem o poder de cruzar as portas e se teleportar para locais diferentes, uma das cenas mais legais é quando David entra no jogo dos agentes inicia uma perseguição frenética que acaba aos pés da Estátua da Liberdade.


Apesar dos erros o filme não chega a ser um desastre, e pode render uma boa diversão, eu que li o conto original, fiquei um pouco decepcionado, mas mesmo assim recomendo o filme que é ideal para se ver a dois.


Não se esqueça de que amanhã tem post lá no malditovivant.net

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