70 Anos Casablanca

Filmes
Em 30 de novembro de 2012
Durante o cafezinho do(a)

“Nós sempre teremos Paris”

 

Setenta anos atrás nascia um dos filmes mais icônicos do cinema, Casablanca, nasceu de uma tentativa de propaganda contra a influência cultural dos “inimigos da América”, seu recado foi enviado, mas, além disso, o filme se tornou um dos casos de amor mais famosos da história do cinema e como arte o filme se tornou um exemplo a ser estudado, pela qualidade de seu roteiro e misturar de uma maneira bem equilibrada, Romance, comédia, drama e suspense.

Poucas pessoas sabem, mas o filme foi feito por suplentes. O Diretor original do projeto seria William Wyler [um mestre na arte do Drama que dirigiria Chagas de fogo, Ben Hur entre outros] mas o acaso conspirou para que o Húngaro Michael Curtiz fosse o diretor de Casablanca, antes do seu maior sucesso ele havia dirigido Canção da Vitória e A Estrada de Santa fé. 

Outro grande suplente desse filme é o famoso Humphrey Bogart, ele substituiu nada menos do que Ronald Reagan [antes de ser presidente dos Estados Unidos], Bogart entrou em cena uma semana antes do inicio das filmagens e por muitos críticos essa seria a melhor atuação de Bogart. Bogart vive intensamente Rick, e seu amor por Isla [a belíssima Ingrid Bergman].

Curtiz percebeu que havia acertado em cheio quando viu os dois em cena, a química com os dois foi instantânea. Essa sinergia entre os atores que fez de Casablanca um dos maiores filmes já feitos até hoje. Além disso, o filme colaborou muito para a cultura pop com suas frases e suas cenas marcantes que fazem parte do imaginário dos amantes do cinema.

Frases como: “De todos os bares de todas as cidades do mundo todo, ela entra no meu.”, “Louis, eu acho que esse é o começo de uma bela amizade.” “Eu me lembro de todos os detalhes. Os alemães vestiam cinza e você, azul”. “Vá em frente, garota, você estará me fazendo um favor”. E a da cena clássica da despedida dos dois amantes:Beije-me. Beije-me como se essa fosse a última vez”.

Casablanca é um clássico que merece ser visto, se você nunca viu o filme, corra para uma locadora.

O malditovivant volta semana que vem com mais posts sobre Filmes.

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Filme – Bravura Indômita

Filmes
Em 22 de novembro de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Bravura…

 

Este filme é um remake do clássico filme de John Wayne, só que dessa vez o filme é contado pelo ponto de vista de Mattie Ross [assim como no livro original de Charles Portis], uma jovem de catorze anos que viaja para outra cidade para dar um enterro digno do seu pai, que foi assasinado friamente por Tom Chaney [boa atuação de Josh Brolin]. Mattie percebe que ninguém na cidade iria honrar a morte de seu Pai, então contrata um Marshal [Equivalente a Delegado] Reuben “Rooster” Cogburn [Excelente interpretação de Jeff Bridges que engordou para o papel].

Cogburn é o típico anti-herói, um homem beberrão, a margem da sociedade, odiado por todos, ao mesmo tempo é um homem honrado, isso atrai Mattie, que precisa de um homem durão e corajoso para o serviço. Antes de partirem um Ranger [equivalente a um policial civil] chamado La Beouf [Matt Damon], aparece na cidade e se oferece para ajudar a capturar Tom Chaney.

Diferente de Cogburn, La Beouf é a figura do herói perfeito, suas vestimentas sempre limpas e seu senso de dever, vem acima de qualquer coisa, o que atrapalha os planos de Mattie, que quer o assassino do seu pai enforcado. Já que o Ranger prefere entregar o ladrão com vida para as autoridades [a custo de uma recompensa].

Assim depois de alguns desentendimentos os três partem em busca de Tom Chaney.

Esta nova versão é dirigida pelos irmãos Coen, famosos pelo estilo de filmagem e a criação de cenas marcantes. Nessa nova versão Mattie se torna a principal do filme, tentando mostrar um desabrochar da personagem, não é a toa que os dois homens que a acompanham tentam a todo custo brigar pela atenção de Mattie.

Um pouco diferente do livro Le Beouf é um personagem secundário na trama e acaba se separando do bando e caindo em uma emboscada,  mas isso não prejudica o resultado do final, até ajuda a entender melhor o forte laço de afeto criado entre Cogburn e a pequena Mattie.

Como sempre acontece os irmãos Coen, acertaram ao colocar Jeff Bridges como Cogburn, no filme original era interpretado por Jonh Wayne [Vencedor do Oscar pela atuação no filme original]. Não imagino um ator melhor para interpretar Cogburn, Jeff Bridges está muito bem no papel do Herói decadente, e o clima do Velho Oeste combina muito com o ator.

O filme Bravura Indômita tenta resgatar mais uma vez um gênero de cinema que morre a cada dia. O Velho Oeste que simbolizava a busca do homem que tentava vencer o desconhecido e desbravar novas fronteiras, mas nos dias de hoje a fronteira não existe mais, o mundo não é mais desconhecido.

Homens honrados como Cogburn [O real Herói] ou Le Beouf não existem mais, infelizmente o mundo está repleto de “Tom Chaney”, não falo isso apenas na esfera da violência, mas também em relação à honra. Tom Chaney também pode ser aquele cara que apenas não honra com sua palavra.

Infelizmente Homens de Bravura não existem mais.

Localize o filme no Buscapé.

O malditovivant volta na próxima quinta…

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O melhor de Kurosawa

Cultura, Filmes
Em 8 de novembro de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Akira Kurosawa, um olhar do mundo oriental.

 

No meu penúltimo post [clique aqui e leia] eu falei sobre a genialidade do grande diretor Akira Kurosawa, agora vou indicar os principais filmes para você conhecer melhor a obra deste diretor. Na minha lista eu escolhi sete filmes, que representam o melhor e o mais criativo deste diretor. Alguns destes filmes podem ser encontrados na locadora e outros só no mercado ilegal da internet [filmes baixados].

 

Kagemusha – A Sombra do Samurai [1980]

Um dos melhores filmes épicos do diretor. Com cenas de ação e drama na medida certa.

kagemusha kurosawa

Sinopse: Durante o Japão medieval, um importante lorde falece em meio à uma decisiva guerra. Prevendo que isso pudesse acontecer, ele deixa uma ordem de que, se realmente falecesse, alguém deveria se passar por ele e, assim, evitar a queda de seu reinado. Nesse momento entra na história um pobre ladrão, sósia do grande lorde, que encontra uma situação incrivelmente mais difícil do que qualquer um poderia imaginar.

 

 

Homem Mau Dorme Bem [1960]

Uma releitura de Hamlet com o ar do cinema Noir, mas recheado de cenas tristes com a intenção de denunciar o modo de vida da sua sociedade na época.

the bad sleep well kurosawa

Sinopse: A filha de um grande empresário casa-se com um dos seus funcionários. Já na festa de casamento circulam rumores sobre o suicídio, cinco anos antes, do pai do noivo, que também havia sido empregado da empresa. O filme gira em torno da investigação do filho desconfiado da versão dada para a morte de seu pai. Uma releitura de Hamlet.

 

RAN [1985]

Outra adaptação de Shakespeare, mas agora com uma roupagem clássica.

ran kurosawa

Sinopse: É a adaptação para o cinema da obra trágica de Shakespeare, Rei Lear, transposta para o Japão na época dos samurais. Já velho, o chefe da família Ichimonjis decide dividir todos os seus preciosos bens entre seus três filhos, o que gera uma disputa sangrenta entre os irmãos, até um trágico desfecho.

 

Yojimbo [1961]

Um dos melhores filmes de Samurai que eu já vi, o filme ganhou uma sequência, mas não chega aos pés desse filme. Cenas de batalhas épicas e um personagem totalmente carismático.

Yojimbo kurosawa

Sinopse: Um samurai desempregado (Toshirô Mifune) chega a uma cidade à procura de um trabalho, só que esta se encontra dividida entre dois mercadores rivais. O samurai oferece os seus serviços para ambos, envolvendo-se em sangrentas batalhas e aproveitando-se totalmente da situação. Inspirou obras famosas, como Por um Punhado de Dólares, de Sérgio Leone, e Kill Bill, de Quentin Tarantino.

 

Roshomon [1950]

O filme é baseado em dois contos da cultura japonesa, um dos melhores filmes já feito pelo diretor, com uma bela fotografia e um excelente roteiro.

Roshomon kurosawa

Sinopse: Japão, século XI. Durante uma forte tempestade, um lenhador, um sacerdote e um camponês procuram refúgio nas ruínas de pedra do Portão de Rashomon. O sacerdote diz os detalhes de um julgamento que testemunhou, envolvendo o estupro de Masako e o assassinato do marido dela, Takehiro, um samurai. Em flashback é mostrado o julgamento do bandido Tajomaru, onde acontecem quatro testemunhos, inclusive de Takehiro através de um médium. Cada um é uma “verdade”, que entra em conflito com os outros

 

Anjo Embriagado [1948]

Meu filme favorito do diretor, um filme forte.

Anjo Embriagado kurosawa

Sinopse: Um doutor alcóolatra no Japão pós-guerra trata o jovem Matsunaga depois de uma batalha armada com um sindicato rival. O doutor dá ao jovem gângster o diagnóstico de tuberculose, e o convence a começar um tratamento. Os dois aproveitam uma constrangedora amizade até que o patrão inicial do gângster é libertado da prisão e sai em busca dos antigos membros da gangue para reunir seu grupo novamente.

 

 * Não consegui o trailer, só consegui um take de uma das mais belas cenas do filme.

 

Sonhos [1990]

O mais popular de todos os filmes do diretor, mas o menos artístico de todos, apesar das oito histórias a mais importante e mais bela é a última.

sonhos dreams kurosawa

Sinopse: Kurosawa nos apresenta oito histórias que, em alguns episódios, nos aprofundam em alguns folclores japoneses, e em outros, discutem temas importantes da história japonesa, como a bomba atômica e a utilização de gases tóxicos nas usinas.

 Encontre aqui os melhores filmes de Akira Kurosawa.

 

Agora corra para a locadora e alugue o melhor do Kurosawa.

O malditovivant volta na próxima quinta…

 

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Tarantino Completo

Filmes
Em 1 de novembro de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Todo mundo “agora” ama Tarantino.

tarantino

Tarantino o diretor menosprezado por fãs de cinema agora é sinônimo de Genialidade, isso tem causado uma busca interminável pelos seus filmes, esgotando os estoques das lojas. Alinhando a estreia de Django Unchained que será lançando em Dezembro nos Estados Unidos [aqui com previsão para Janeiro de 2013] a Miramax, dona do catálogo do diretor resolveu lançar em Blu-ray a coleção completa com seus oito filmes.

Na caixa temos todos os filmes do Diretor: Cães de Aluguel [1992], Pulp Fiction [1994], Jackie Brown [1997], Kill Bill – Volume 1 [2003], Kill Bill – Volume 2 [2004], À Prova de Morte [2007] e Bastardos Inglórios [2009] são longas dirigidos e roteirizados por Tarantino, Amor à Queima Roupa [1993] tem direção de Tony Scott e conta apenas com o script do Tarantino.

tarantino

Isso organizado em 10 discos [8 filmes], dois discos com cinco horas de material inédito, como entrevistas com celebridades, críticos e outros diretores. Os discos dos filmes também são recheados de extras, um material que certamente não pode faltar na sua prateleira.

tarantino

Além de ter toda a coleção em mãos, ainda temos essa embalagem sensacional com arte de  Ken Taylor, que retrata os principais personagens do mundo fantástico de Tarantino. A caixa não tem previsão de chegar aqui no Brasil, mas ela pode ser comprada facilmente pelo site da Amazon (sem legendas PT-BR) por apenas 89,99 dólares [cerca de 180 reais].

 

 

O malditovivant volta na semana que vem com muito mais.

tarantino

malditovivant.net

 

 

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O Diretor Akira Kurosawa

Cultura, Filmes
Em 4 de outubro de 2012
Durante o cafezinho do(a)

“Um homem é um gênio quando está sonhando.” Akira Kurosawa

Akira Kurosawa é até hoje o diretor mais influente do cinema Japonês, em uma longa carreira de 50 anos ele dirigiu 30 filmes. Sua influência não se estende a apenas o seu cinema, sua influência se estende ao cinema do mundo todo, para se ter uma ideia George Lucas admitiu que “Kakushi toride no san akunin” [aqui lançado como A Fortaleza Escondida] o influenciou na criação de StarWars, principalmente pela técnica de contar o filme pela visão de dois personagens coadjuvantes.

Kurosawa vem de uma família de descendentes diretos de uma antiga linhagem de Samurais, tornando a honra seu valor mais importante, essa descendência inspiraria Kurosawa a ser o primeiro cineasta a levar o mundo dos Samurais para o cinema. Antes da ideia de ser diretor, Kurosawa sonhava em ser pintor [isso influenciaria bastante a estética de seus filmes e seus storyboards], seu sonho no deu certo, o Japão vivia uma forte crise financeira, mas isso não o impediu de voltar seus olhos a literatura em especial Willian Shakespeare.

kurosawa

Mas foi graças ao seu irmão Heigo que trabalhava em dublagem que Kurosawa se fez interessado pelo cinema [na época ainda engatinhando no continente asiático].  Em 1935 conseguiu seu primeiro trabalho como diretor assistente, trabalhou com Kajiro Yamamoto, que seria seu mentor. Yamamoto viu em Kurosawa a paixão pelo cinema e o surgimento de uma nova geração, com isso promoveu o jovem assistente a supervisor de direção deixando-o encarregado pelos cenários e algumas vezes na preparação dos artistas.

Foi Yamamoto que plantou a ideia em Kurosawa de que um bom diretor deve escrever seus próprios roteiros. Essa ideia floresceu e fez com que Kurosawa trabalhasse em vários roteiros. Marcando a sua carreira e o tornando um diretor completo. Foi no ano de 1942 que Kurosawa teria sua grande chance, após ler o romance de Tsuneo Tomita [Judô, inspirado em Miyamoto Musashi] Kurosawa pediu ao estúdio para comprarem os direitos do filme.

Naquele mesmo ano ele começaria as filmagens, tudo ocorreu muito bem até o termino do filme, porém a censura japonesa não queria ver o filme nas telas por achar uma propaganda americana. Com ajuda de seus amigos o filme conseguiu ir ao cinema sendo um sucesso de bilheteria e crítica, mesmo tendo 15 minutos cortados posteriormente.

Com o fim da guerra Kurosawa se aprofundou em uma ideia de que seus filmes que iriam estabelecer um respeito renovado pelo indivíduo e sua consciência. Um sentimento perdido após a derrota. Nesse período que durou de 1946 a 1950 ele lançou 7 filme, dentre eles o mais aclamados seria Yoidore tenshi [lançado por aqui como Anjo Embriagado] e Rashomon, filme que abriria as portas do mundo para Kurosawa.

O reconhecimento fora de seu país fez de Kurosawa um novo nome do cinema, seus filmes começaram a ser discutidos no mundo todo.  Em 1961 o diretor leva pela primeira vez um samurai para as telas do cinema, Yojimbo faria um sucesso incrível com uma história simples, mas que cativou o público norte americano, Sergio Leone copiaria muito de Kurosawa em seu filme “Por Um Punhado de Dólares”.

kurosawa

Todo esse sucesso levaria Kurosawa ao seu maior fracasso. Em 1966 já com 56 anos o diretor sairia de sua terra, para filmar Runaway Train, por conta da neve e dos problemas de idioma o filme foi cancelado em 1968. Naquele mesmo ano ele foi chamado pela Fox para dirigir Tora, Tora, Tora.

O Filme contaria os dois lados da guerra de Pearl Harbor. Depois de cortes em seu orçamento e roteiro Kurosawa seria desligado do filme em dezembro de 68. A Fox alegou que o diretor estava doente.

A crítica quase acabou com a carreira do diretor, muitos diziam que sua mente estava doente e que ele nunca voltaria a filmar. Mas o Kurosawa voltaria com Ran em 1985 uma obra inspirada em Rei Lear. O filme só saiu do papel graças a ajuda de seus admiradores americanos [George Lucas e Coppola]. Que o resgataram do ostracismo.

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Depois de cinco anos Kurosawa voltaria com Sonhos, seu filme mais famoso, mas não o seu melhor filme. O filme é quase uma biografia do diretor. Depois ele lançaria mais dois filmes, mas pouco expressivos. Em 1998 ele morreria de derrame e triste por não concretizar seu sonho de morrer no SET [como um bom samurai morrendo no campo de batalha]

 

Assim Kurosawa deixaria seu legado com vitórias e fracassos.

Semana que vem eu volto falando dos seus melhores filmes.

kurosawa


Sexta temos post novo lá no malditovivant.net

 

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Filme – 13 Assassinos

Filmes
Em 25 de setembro de 2012
Durante o cafezinho do(a)

13 Assassinos é uma refilmagem do filme homonimo de 1963 [dirigido por Eichi Kudo] só que agora dirigida pelo ativo  Takashi Miike [com mais de 80] o filme original de 63 nunca foi exibido em terras Brasileiras e essa nova versão quase sofreu “o mesmo crime” o filme foi lançado em 2010 e chegou a ganhar uma menção honrosa em Veneza [Digital Award], só dois anos depois ele chegou aos cinemas, mesmo assim com uma distribuição ruim.

“O mundo sem honra está adoecendo e o coração das pessoas também”. Ferds

Infelizmente os filmes de samurais não estão mais em voga, afastando esse gênero das grandes produções. Gênero que teve um grande crescimento nos anos 50 e 60 graças a Akira Kurosawa, um homem apaixonado pelos Westerns de John Ford, criou clássicos como os 7 Samurais e claro Yojimbo [um dos melhores filmes que já assisti].

Takashi Miike mergulha nas fontes de Kurosawa e busca muito dos 7 Samurais, para criar o seus 11 Assassinos. Que conta a história:

Na primavera de 1844 no fim de uma era, um samurai influente comete Harakiri [Ritual de suicídio] como alívio moral contra o sadismo sem limites do irmão mais novo do Shogun, Lord Naritsugu [Interpretado magistralmente pelo roqueiro Goro Inagaki]. Seus atos merecem a devida punição essa tolerância compromete todo o reino. Fingindo aceitar a ordem do Shogun, Doi secretamente contrata o samurai Shimada [Koji Yakusho] para assassinar Naritsugu.

Shimada precisa reunir mais doze samurais para vencer o temível exercito de Naritsugu, fazendo uma clássica disputa de 13 contra 300. Só que do outro lado ainda existe Hanbei, um velho conhecido de Shimada e seu adversário mais valoroso, que mesmo não concordando com as atitudes do maldoso lorde Naritsugu, Habei fica preso ao seu juramento de samurai, onde a sua vida pertence ao seu mestre.

O diretor usou a tecnologia para criar cenas memoráveis de batalha, onde a mutilação [muito sangue] e a lama são coadjuvantes imprescindíveis para dramatizar a batalha campal. Em dados momentos a cena ganha uma amplitude com tomadas grandiosas mesmo em um cenário claustrofóbico como o de um pequeno vilarejo.

Miike cria então um épico de respeito, um filme que não zomba da sua cultura e mantem a tradição de honra, respeito e lealdade viva, qualidades hoje esquecidos tanto na cultura ocidental como na oriental.

Amanhã estou lá no malditovivant.net com muito mais…e amanhã o turma do café volta com novidades.

Página no IMDB

 

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Filme – Total Recall

Filmes
Em 23 de agosto de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Total Recall.

“Pronto para viver um sonho” Total Rekal

Chegou na sexta-feira passada o remake do filme O Vingador do Futuro (Total Recall), que é uma adaptação do conto do famoso escritor Philip K. Dick, o filme original feito a 22 anos atrás se tornou um clássico cult de ficção cientifica. Para o filme original foi escolhido o genial Paul Verhoeven [Robocop, Instinto Selvagem e A Espiã], para essa nova versão o diretor Len Wiseman foi chamado, ele é o homem por trás da saga Underworld, assinou o roteiro de todos os filmes e dirigiu apenas dois.

Em algumas entrevistas Wiseman afirmou que tentou não olhar para o filme original, e percebemos isso muito bem. Todas as piadinhas do filme original foram retiradas, essa nova versão se assemelha mais com o conto original, mesmo citando pouco ou quase nada o “Planeta Marte” e mostrando pouco as diferentes raças que habitam a colônia.


Em contra posição Wiseman trabalhou bem as cenas de ação criando momentos memoráveis de perseguição. Para quem não conhece a história: A terra foi massacrada por combates nucleares, só restando duas nações. A Colônia liderado pelo utópico Mattias [situada na Oceania] e a United Federation Britain governada pelo déspota Cohaagen [Geograficamente representada como parte da Europa]. Uma vive para abastecer a outra, toda a párea social vive na Colônia, mas eles querem a sua liberdade e uma busca por igualdade. Uma maneira de aliviar todo o sofrimento é a Total Rekal, uma empresa que tem como objetivo vender implantes de memória, assim realizando seus sonhos mais secretos.


Mas tudo muda quando operário Doug Quaid [Colin Farrel] resolve experimentar a tecnologia, nesse momento ele percebe que tudo o que estava vivendo era uma mentira. Seu emprego, seus amigos, sua esposa [A sensacional Kate Backinsale] nada disso é real. Doug foge da Total Rekal após matar vários soldados da União, e vai para casa e acaba sendo atacado pela esposa [uma cena de luta vigorosa], mas Doug sobrevive e sai atrás de respostas sobre quem ele realmente é.


Wiseman fez boas escolhas do seu elenco, Colin Farrel está muito bem no papel principal,  ele não busca nada nas fontes do “Doug Original” [Arnold Schwarzenegger] . E a Kate Backinsale está sensacional neste filme, ela se mostra uma perseguidora implacável que quer a todo custo eliminar o seu alvo e ela faz isso sem perder a pose Sexy [acho que a cara de malvada contribua para isso]. Quem se perde um pouco e se faz desnecessária no filme é a Jessica Biel [uma agente do passado de Doug], ela só faz cara de coitada o filme inteiro.

O filme também apresenta umas boas sacadas, antes de Doug resolver ir para a Total Rekal ele está lendo um livro de Jonh le Carré [O espião que sabia demais], uma prova que mesmo no ano de 2084 eles ainda vão sobreviver, a Heineken também [Doug pega uma na geladeira] . O diretor também assumiu o risco e fez algumas menções ao “original”: A prostituta dos três seios, a senhora gorda que no filme original é o disfarce do Arnold Schwarzenegger e a menção ao planeta marte.


Agora vá ao cinema e assista Total Recall.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=o41w_tdBLPs]

Site Oficial do Filme Total Recall http://www.welcometorecall.com/

Amanhã teremos post novo no malditovivant.net


Até mais..

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Filme – A Perseguição

Filmes
Em 16 de agosto de 2012
Durante o cafezinho do(a)

O filme “A Perseguição” chegou aos cinemas no mês de Abril, mas teve uma péssima distribuição pelas cidades do Brasil, e poucas pessoas virão o filme. Eu consegui ver no cinema e não me arrependo. Nele o diretor Joe Carnahan cria uma corrida pela sobrevivência entre paisagens desérticas e com uma perigosa matilha de lobos a espreita.

“A minha luta é  a mesma luta de todos que querem viver” Ferds

 

Para o papel principal Carnahan chamou Liam Neeson, os dois já trabalharam juntos em “Esquadrão Classe A”. O filme se passa no Alasca, Neeson é Outway um homem atormentado pelo passado, essa dor o faz querer se matar, mas o poema que o seu pai escreveu, o motiva a continuar vivo.

Mais uma vez na batalha…

Na última boa luta que não conhecerei…

Viver e morrer neste dia…

Viver e morrer neste dia…

Outway então é designado para mais uma missão, só que uma forte nevasca faz o avião onde ele está cair no meio do nada [estamos no Alasca]. Ele e mais cinco pessoas conseguem sobreviver, só que além de lutar contra o frio e a fome, eles ainda tem que enfrentar lobos selvagens defendendo seu território.


Entre uma fogueira e outra os personagens discutem sobre a vida, dando um tom interessante ao filme, mas por vezes algumas discussões são meio obvias dada a situação, o questionamento divino é uma delas.

As tomadas e a maneira como os animais se apresentam lembra muito o estilo adotado por Spielberg quando fez Tubarão, seu melhor filme. Nunca vemos os animais por inteiro, mas percebemos a sua presença o tempo todo, um dos trunfos para isso é a ambientação sonora, no filme a trilha foi deixada de lado [aparecendo somente nas lembraças e no ato final] e os sons da natureza estão espalhados por toda a sala de cinema.

Ha momentos em que parece que os lobos estão espalhados dentro da sala de cinema. E a maneira intimista de filmar cria uma imersão, onde sentimos que fazemos parte de tudo aquilo.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=hloMyDPCQXw]

Se puder corra até a locadora e alugue A Perseguição…e quando chegar nos créditos, adiante o filme, tem uma cena especial.

O malditovivant.net voltou a funcionar, amanhã já temos mais um post novo…


Até semana que vem.

 

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The Dark Knight Rises

Filmes
Em 7 de agosto de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Depois de muita espera e ansiedade, finalmente o desfecho do mundo de Batman criado por Christopher Nolan nos foi apresentado, reunimos três integrantes da Turma do Café para falar sobre o filme e expor suas opiniões, e vocês já assistiram? O que acharam? Deixem seus comentários.

@alexndf
Tenho visto diversas opiniões sobre o novo filme do Batman, sendo que a mais comum delas é compará-la ao sucesso de 2008, onde o falecido Heath Ledger alavancou a popularidade do longa (parte disso devido a sua morte precoce, mas essa discussão vai looooonge). O erro é exatamente esse, a comparação. TDKR não é um filme solo e não deve ser comparado da mesma forma. A trilogia de Nolan é um filme único de 450 minutos. Se ainda assim você quer uma comparação, posso dizer o novo filme é tão bom quanto o antecessor. A trilha de Hans Zimmer continua arrasadora; a direção de Christopher Nolan é impecável; Morgan Freeman, Gary Oldman e Michael Caine dão uma verdadeira aula em cena; e Anne Hathaway… bom, não tenho muito o que dizer sobre ela estar vestida de couro, de cima a baixo se remexendo como uma felina. 😉 Meu único problema continua sendo Christian Bale, que, na minha opinião, não é o Batman. Também não acho que Tom Hardy no papel de Bane foi a melhor escolha, mas ficou interessante essa remodelagem de visual para um diretor que preza a realidade nos seus filmes, ao invés da fantasia. Enfim, assista aos outros dois filmes e vá ver essa saga (infelizmente) terminar. Ah, e se você ainda tem aquele preconceito que “super-herói é coisa de criança”, se desfaça deles: um novo Superman vem ai, com Nolan e Zack Snyder (Madrugada dos Mortos, 300, Watchmen) trabalhando juntos.

Batman vs Bane.

@malditovivant
Batman é um personagem épico, filosófico e inigualável, depois de várias tentativas de diversosdiretores somente Nolan deu ao Homem Morcego o seu real Status. Este novo e último filmemostrou a todos que é possível tratar uma adaptação de quadrinhos com seriedade. Cristian Baleestá sensacional no filme, lembrando um pouco a versão Cavaleiro das Trevas [Frank Miller],outra prova da genialidade de Nolan foi trazer com seriedade dois personagens do mundo domorcego, Bane [um personagem aterrorizante, porém real] e a Mulher Gato [A sensualidade emcouro].

Anne Hathaway como mulher gato.

@fabiofaller
Tinha um expectativa altíssima em relação ao The Dark Knight Rises, depois do Coringa feito por Heath Ledger e o sucesso do filme anterior seria muito difícil criar algo do mesmo nível, mas Nolan conseguiu, não sei dizer se esse filme é melhor, mas não fica devendo em nada aos outros, Michael Cane está sensacional como sempre, Bane está aterrorizante, o vilão criado quebrar o Batman foi muito bem interpretado por Tom Hardy e ainda Anne Hathaway vestida em couro pilotando a BatPod. As homenagens prestadas por Nolan no filme, que é a sua obra mais fiel aos quadrinhos,emocionam qualquer fã . E ninguém domina a tecnologia iMax como Nolan, o filme é impecável, e pra completar tudo isso a trilha excelente de Hans Zimmer. Imperdível!!!

O mito Christopher Nolan.

E lembrem-se, se você se divertiu no cinema, o filme cumpriu seu papel.

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Filme – A Todo Volume

Filmes, Música
Em 1 de agosto de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Pra mim música tem que ter guitarra, me desculpem os adoradores de batidas tecno, sambistas, etc, mas guitarra é essencial, e é de guitarra que fala o filme “A todo Volume” (It Might Get Loud) de 2009, dirigido pelo documentarista vencedor do Oscar por “Uma Verdade Inconveniente” Davis Guggenheim.

 

Guggenheim chamou Jimmy Page, The Edge e Jack White, representando três gerações de guitarristas com estilos completamente diferentes, para fazer um som e falar da sua paixão pelo instrumento.
O filme inicia de uma forma totalmente inusitada, com Jack White improvisando uma guitarra com alguns pedaços de madeira, uma garrafa de refrigerante, arame e pregos, conhecida como diddley bow, depois de fazer alguns acordes com o instrumento recém construído ele pergunta: “Quem disse que você precisa comprar uma guitarra?”.

A Todo Volume fala de paixão, paixão pela música e pelo instrumento, buscando a história dos guitarristas, tentando mostrar o que levou cada um a criar seu próprio estilo apresentando uma visão desconhecida dos músicos, como a infância de Jack White em Detroit e como essa etapa influenciou no seu som, Jimmy Page parecendo criança ao mostrar sua gigantesca coleção de discos e fazer alguns acordes de “Whole Lotta Love” sob os olhares fascinados de The Edge e Jack White, até mesmo o reservado The Edge, comentando o som horrível que ele e seus colegas faziam na escola e mostrando as fitas cassete que deram origem ao album Josua Tree do U2 de 1987, tudo isso, é claro, com muitas guitarras.

O três se encontram em um estúdio em Los Angeles, cheios de guitarras, discos e um sofá, onde literalmente dão aulas sobre suas influências e estilo, e pra finalizar uma jam session com um hino do rock n’ roll, “The Weight” do The Band, executada com maestria.

Eu como apaixonado por música, guitarras e rock n’ roll, lhes digo uma coisa, o filme é imperdível, um filme para ver e principalmente para ouvir.

 

Blu-ray a venda na Livraria Saraiva.

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