Preacher


Em 3 de novembro de 2015
Durante o cafezinho do(a)

Hellblazer [Constantine] e Preacher, são dois marcos no mundo dos quadrinhos adultos, personagens de um mundo um pouco mais real que foge do simples maniqueísmo do mundo da Marvel ou mesmo da DC. Preacher que foi escrita por Garth Ennis segue a saga de um Pastor que tenta lutar contra o fim do mundo.

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Depois de algumas tentativas, sem sucesso da HBO e da Miramax de trazer o mundo de Preacher para o “live action”, a premiada AMC [Madmen e The Walking dead] estão responsáveis por fazer de Preacher um seriado de sucesso.

Para o papel de Jesse Custer, temos Dominic Cooper, que ficou conhecido por viver o Pai de Tony Stark no filme do Capitão América e no seriado da Agent Carter. Pelo trailer que foi exibido no intervalo de TWD, o seriado promete uma boa ambientação e a dose certa de violência que o mundo de Preacher demanda.

Algumas dúvidas ficam no ar, a primeira é quanto Preacher será igual aos quadrinhos, nos Estados Unidos a sátira religiosa, nunca é bem vinda, isso sempre foi um dos entraves da a adaptação deste mundo. O a outra dúvida é se Preacher terá o mesmo destino de Constantine.

Vamos torcer

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Rolando o épico em HQ


Em 18 de março de 2015
Durante o cafezinho do(a)

Fábio Moon e Gabriel Bá, não são meus quadrinhistas favoritos, mas devo dar o braço a torcer pela adaptação do épico Rolando, inspirando no poema que narra um dos maiores feitos do Imperador dos Francos, Carlos Magno.

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Para quem não conhece Rolando é totalmente baseado no Canto de Rolando, onde um poderoso exército de Carlos Magno, liderado por Rolando, um dos sobrinhos favoritos do imperador, que no meio de uma campanha contra os Mouros ao Oeste da atual Espanha, acaba sendo encurralado.

Apesar do heroísmo de Rolando, seu orgulho causou várias baixas nesta batalha. Carlos Magno o havia avisado sobre o poder dos Mouros e o advertiu que se tivesse algum problema na viagem de volta, que tocasse a “Olifante” [uma espécie de trombeta] assim Carlos Magno que estava com seu exército quilômetros a frente, voltaria e resgataria as tropas de Rolando.

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Mas seu Orgulho o impediu de Tocar a Olifante e Rolando começou seu próprio derramamento de sangue contra os Mouros.

Rolando é um dos personagens mais famosos deste período histórico. Só perde para o grande imperador Franco, Carlos Magno, mas mesmo assim na Alemanha ainda existem diversas estátuas do Herói Rolando.

Os dois artistas fazem um belo trabalho com este poema épico, quem gosta de quadrinhos deve ter essa edição em sua prateleira. O trabalho foi lançado em 2005. Ainda é facilmente encontrado em livrarias e até sebos.

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O retorno de Lucky Luke


Em 13 de janeiro de 2015
Durante o cafezinho do(a)

O Ano de 2014 foi um ano importante para os quadrinhos e não estou falando do Domínio da Marvel nos cinemas. Falo dos quadrinhos “autorais”, nunca tivemos no Brasil tantos lançamentos diferentes, algo excelente se pensarmos que esse tipo de trabalho dificilmente seria publicado por aqui.

Entre as boas publicações de 2014, Lucky Luke Vol4 [144 páginas] deu as caras no mês de dezembro. Pra quem não conhece, Lucky Luke é o terceiro quadrinho mais popular na Bélgica, perdendo só para o TinTim e claro Asterix.

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As tiras são ambientadas no Velho Oeste, seu personagem central é Lucky Luke, um Cowboy que tem a fama de ser mais rápido que a própria sombra. E junto com seu fiel Cavalo Jolly Jumper, Lucky Luke enfrenta os temíveis irmãos Dalton ou o temível Billy the kid.

Assim como Billy The Kid, entre uma história e outra o nosso herói acaba encontrando personagens reais do velho oeste como Calamity Jane, Billy The Kid, Jesse James ou Roy Bean entre outros.

Lucky Luke foi criado em 1946 por Morris e fez sucesso por muitos lugares do mundo, chegando a ter adaptações para o cinema [Duas péssimas por sinal] e um desenho animado [que eu assistia na minha infância].

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Mesmo com tanto sucesso e sendo ambientado no velho Oeste Americano, o personagem nunca ganhou as graças nos ESTADOS UNIDOS.

Aqui no Brasil o personagem sai pela editora ZarabatanaBooks e a escolha de iniciar pelo número quatro é mera estratégia, pois esse Volume engloba os anos de 1956 e 1957 a época mais popular do personagem.

A editora promete publicar todos os 24 Volumes lançados na França. Isso completaria a saga do Cowboy. Lembrando que alguns álbuns do personagem já foram lançados no Brasil em especial na década de 70 e com uma boa dose de sorte, você pode encontrar algo no sebo da sua cidade.

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Então se gosta de quadrinhos diferenciados, procure Lucky Luke o Cowboy mais rápido do Oeste.

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Clube dos 27


Em 6 de abril de 2013
Durante o cafezinho do(a)

Está chegando ao Brasil através da Editora Conrad a série de HQs francesas Le Clube des 27 (O clube dos 27), que retrata a vida de importantes músicos que faleceram coincidentemente aos 27 anos, entre eles Kurt Cobain, Jim Morrison,  Amy Winehouse, Janis Joplin e Jimi Hedrix.

O primeiro volume retrata a vida e carreira da cantora Amy Winehouse,  tem no roteiro os franceses Christopher Goffette e Patrick Eudeline, e desenhos de  Javi Fernandez.

Os desenhos são muito bonitos e a HQ tem um acabamento caprichado, o que já se tornou um padrão da Conrad, como amantes de HQs e música achei sensacional essa junção dos dois mundos.


A HQ está em pré venda na Saraiva, com desconto, vale a pena conferir.

A próxima edição deve trazer o líder do Nirvana, Kurt Cobain, e chega ao Brasil em 2014, já estou ansioso para ler.

 

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Calvin e Haroldo


Em 25 de novembro de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Um costume diário é beber café e ler a tirinha do Calvin e Haroldo no jornal, acho o tipo de humor feito por Bill Watterson sensacional.

As histórias do menino de 6 anos e seu tigre de pelúcia foram publicadas em mais de 2 mil jornais pelo mundo entre os anos de 1985 e 1995, tendo a última tira inédita sido publicada no dia 31 de Dezembro de 1995.

As tiras falam basicamente da visão de Calvin, um menino hiperativo de 6 anos e seu tigre de pelúcia Haroldo, que ganha vida quando não existem adultos por perto, sobre questões políticas, culturais, sua relação com os pais, amigos e professores, tudo com muito humor e sarcasmo.

Os principais personagens das tiras são:

– Calvin: um menino de seis anos com uma imaginação muito fértil que adora enlouquecer seus pais.

– Haroldo: o tigre de pelúcia e parceiro inseparável de Calvin.

– Mãe e pai de Calvin.

– Susie Derkins: vizinha e colega da escola de Calvin, aparentemente destinada a ter uma eterna relação de amor-ódio com ele.

– Miss Wormwood: a professora de Calvin.

– Rosalyn: única babá da cidade disposta a cuidar de Calvin.

– O valentão Moe

A Conrad Editora continua com o livro Felino Selvagem Psicopata e Homicida sua saga de publicar no Brasil todas as tiras de Calvin e Haroldo, esse é o décimo volume da série de um total de onze, um trabalho incrível, seguindo o formato em que os livros foram lançados nos Estados Unidos, tem um belo acabamento gráfico e com algumas páginas em cores.

Posso dizer que Calvin está ainda melhor, surtando seus pais e aprontando todas como sempre, é diversão garantida e um belo presente de natal.

Título: Calvin e Haroldo – Felino Selvagem Psicopata e Homicida
Autor:  Bill Watterson
Editora: Conrad
Páginas: 176

 

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A Trilogia Nikopol


Em 24 de setembro de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Enki Bilal, é o nome desse Iugoslavo que recentemente me surpreendeu positivamente com a sua mais famosa obra, até então não havia lido por completo a A Trilogia Nikopol, o que pude fazer recentemente, graças ao excelente trabalho da Editora Nemo, que lançou no Brasil em uma edição luxuosa os três livros juntos, A Feira dos Imortais (1980), A Mulher Armadilha (1986) e Frio Equador (1992).

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A história se passa no ano de 2023, numa Paris totalmente devastada pelo facismo e seus líderes, onde pessoas convivem normalmente com seres extraterrestres, deuses egípcios com cabeça de animais, pessoas coloridas, as mulheres são tidas meramente como objetos de reprodução e as doenças se alastram.

Logo nas primeiras páginas de A Feira dos Imortais a arte de Bilal impressiona ao mostrar uma pirâmide voadora parada sobre Paris e dentro dela alguns deuses egípcios como Anúbis, Bastet, Thoth, Khépri e Bes jogam Monopoly. A pirâmide está parada sobre a cidade pois precisam de combustível para continuar, e assim negociam com o governo parisiense o fornecimento do que precisam para seguir viagem.

 

A história é cheia de reviravoltas e conspirações políticas, onde Hórus, o deus egípcio revoltado, usa o astronauta Alcide Nikopol, que estava congelado no espaço durante anos, para tomar o poder e destituir os atuais governantes.

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No segundo livro temos a presença impecável da jornalista Jill Bioskop, A Mulher Armadilha, que possui todos seus pêlos na cor azul e mesmo assim consegue ser estranhamente atraente. Viciada em drogas que apagam sua memória, Jill aborda temas como corrupção, a situação dos imigrantes na Europa e toda o burburinho político europeu.

a trilogia nikopol

 

Em Frio Equador Enki Bilal finaliza a história de uma forma que causa muita estranheza e também fascínio, temos um mundo muito parecido com o atual, nesse momento da história estamos em 2034, com mudanças climáticas assustadoras e muita corrupção. O enredo se passa em Equador City, cidade localizada no centro-leste africano, na linha do Equador e dominada pela organização corrupta chamda KKDZO.

O próprio Enki Bilal dirigiu uma adaptação para o cinema de sua obra, o filme foi lançado em 2004 e chama-se Immortel, ainda não assisti, mas está na lista e talvez role um review. http://en.wikipedia.org/wiki/Immortal_(2004_film)

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Em a Trilogia Nikopol, Bilal conseguiu fazer uma obra atemporal, cheia de referências e críticas que caem como uma luva na nossa sociedade, recomendo muito que leiam, se não conhecem o trabalho do autor, procurem também outras obras como Animal’z.

Gostaria de fazer uma menção ao excelente trabalho da Editora Nemo, a edição da Trilogia Nikopol é impecável, capa dura, num tamanho digamos assim ‘gigante’ que realça o trabalho de Bilal com suas formas e cores com papel de excelente qualidade, enfim um álbum indispensável na sua coleção.

 

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HQ – Not Quite Dead


Em 10 de abril de 2012
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Gilbert Shelton um dos ícones dos quadrinhos underground ao lado de Robert Crumb, está de volta as bancas brasileiras com o lançamento de Not Quite Dead – O Último Show, pela Editora Conrad, com uma história cheia de referências e críticas a sociedade moderna.

Shelton conta a história da banda de rock n’ roll Not Quite Dead, grupo com 27 anos marcados por fracassos memoráveis, formada por Wittington Cat no baixo e voz, Thor na bateria, Fingers Elephant na guitarra e voz, Eddie Sweaty no sax e Punk Felonious no teclado, que partirá para seu primeiro show internacional no distante e desconhecido país com nome impronunciável, chamado Shnagrlig.

A acidez e humor de Shelton estão presentes em toda a HQ, críticas ao fanatismo religioso e as políticas ocidentais dão o tom da história.

Para os amantes dos quadrinhos Shelton é uma referência, nasceu em Austin, Texas em 1940. É o autor de The Fabulous Furry Freak Brothers, série que fez muito sucesso sendo foi publicada no Brasil também pela Conrad, aqui você encontra outras obras do autor.

Se você não conhece o autor, vale a pena começar por “O Último Show”, garanto muita diversão.

E viva os quadrinhos underground!!

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HQ – Chibata


Em 19 de março de 2012
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A Revolta da Chibata foi um movimento de Marinheiros brasileiros, que entre os dias 22 e 27 de novembro de 1910 mobilizou 2400 homens contra os castigos impostos aos marujos e as condições precárias as quais eram submetidos a bordo dos navios da Marinha Brasileira.

O movimento estava marcado para 10 dias após a posse do recém-eleito presidente Hermes da Fonseca, que ocorreria no dia 15 de novembro de 1910, porém o castigo imposto ao marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes, que ao invés de ser submetido a 25 chibatadas, que era o “normal”, teve como castigo, por ter levado cachaça a bordo, 250 chibatadas, a pena foi considerada desumana causando uma revolta maior ainda entre os marinheiros, que decidiram iniciar a mobilização na noite do dia 22 de novembro de 2010.

Foi então que os marinheiros do Encouraçado Minas Gerais liderados por João Cândido Felisberto, renderam os oficiais à bordo e deram início a Revolta da Chibata, que contou ainda com outras embarcações como os Encouraçados São Paulo e Bahia.

Encouraçado Minas Gerais

Essa importante parte da história recente do Brasil é contada de forma magistral por Hemeterio (arte) e Olinto Gadelha (roteiro) na HQ, Chibata! João Cândido e a Revolta que Abalou o Brasil, que está em sua segunda edição, lançada pela Editora Conrad.

A HQ conta através de relatos de João Cândido, já idoso e trancado num hospício, os momentos decisivos para a revolta, como a trama foi construída, seus personagens, histórias e reinvidicações.

 

 

Chibata é um exemplo de quadrinho nacional de alta qualidade, o roteiro de Olinto Gadelha é ótimo, misturando elementos reais e imaginários, forma uma trama que prende o leitor. A arte de Hemeterio é simples e direta, o que torna a história ainda melhor.

Nos últimos anos tivemos vários títulos brasileiros de qualidade, pela arte e roteiro, se você gosta de bons desenhos e uma ótima história, não irá se arrepender de adquirir Chibata. Altamente recomendada.

 

 

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HQ – Daytripper


Em 7 de março de 2012
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“Ele andou duas quadras até perceber que não estava mais triste. Estava feliz e de repente tudo que conseguia pensar era em coisas alegres.

Tudo em que conseguia pensar era… Nela.

Ela era a criatura mais bonita da face da terra – Seu cabelo disse isso, em uma língua que só os cabelos conseguem falar.

Porque ele não foi falar com ela?” (Daytripper #3 – Gabriel Bá e Fábio Moon)

“Quais são os dias mais importantes da sua vida?” É esse o tom filosófico, sonhador, imaginário e real, que Daytripper oferece em suas páginas. Em mudanças temporais o quadrinho envolve o leitor em uma busca de respostas pessoais.

Daytripper, é uma grande HQ escrita pelos paulistas Fábio Moon e Gabriel Bá, ganhadora do prêmio Eisner, listada pelo The New York Times entre os quadrinhos mais vendidos, lançada pela Vertigo e Panini, colorida, com 256 páginas. Distribuída no Brasil em volume único, conta uma interessante história de 10 capítulos, sobre um escritor de obituários, chamado Brás, que se encontra em questionamentos sobre a sua existência, e devaneios entre a tristeza, a alegria, o amor, quase como uma nostalgia existencial, elevada pela conclusão final da história.

A revista apresenta em cada um de seus capítulos diversas referencias culturais ao Brasil, seja nas ruas de São Paulo, nas praias, em fatos históricos, nas crenças, nas brincadeiras de crianças, além de uma estética rica em detalhes (seja nas expressões faciais, nos detalhes do ambiente, ou na abstração da realidade) que permite a imersão do leitor no ambiente e na história.

Pessoalmente, esta HQ deu início ao meu interesse atual por quadrinhos, já que sempre tive uma visão deles como caros e efêmeros. Com questionamentos filosóficos que eu não acreditava serem possíveis em quadrinhos, e que depois da leitura pareceram muito mais conscientes pelo envolvimento criado na inusitada história, de forma tão natural. E claro, também, pela qualidade excepcional dos desenhos.

Assista também a uma entrevista do Saraiva Conteúdo com os dois irmãos quadrinistas no seu estúdio em São Paulo, http://www.youtube.com/watch?v=BBlxSJezoUU

Recomendo esta HQ a todos, mesmo a quem não tenha o hábito de ler quadrinhos, serão algumas horas de uma leitura incrível.

Onde encontrar? Na loja virtual da Saraiva.

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HQ – Kerouac,


Em 2 de março de 2012
Durante o cafezinho do(a)

Kerouac ‘virgula’ por si só, é um personagem de muitas interpretações, um autor cuja vida e obra andaram sempre muito próximas, talvez refletindo-se, talvez confundindo-se.

Lançada em 2011 pela Devir (site oficial), a HQ nacional “Kerouac,”, de João Pinheiro é uma revista de 112 páginas em preto e branco, com uma estética que reflete um pouco do movimento beat, e que parece ter como objetivo apresentar um pouco da vida do poeta Jack Kerouac, através da representação biográfica do mesmo como um personagem inserido em um ambiente contextualizado entre as decadas de 20 e 60, centrando-se em alguns momentos da sua vida.

De modo geral é uma HQ interessante por ser nacional e falar de um autor que, para muitos brasileiros, ainda é bastante desconhecido. A história baseia-se em biografias sobre Kerouac, traz diversas fotografias conhecidas do autor transformadas em desenhos, além de referências às suas obras, em especial On the Road e Big Sur. Apesar disso, acredito que a obra, cria uma interpretação de Kerouac da qual não compartilho.

Onde encontrar? No site da Saraiva ou na Comix.com.br, por R$25,00.

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