Let’s Rock nem tão rock assim
Maior exposição de rock da América Latina, a Let’s Rock abriu suas portas no Brasil no dia 4 de abril, bem a data do meu aniversário. Sou ligada nessas coisas de data e achei que, talvez, pudesse ter algum significado especial – tolice. Como tinha uma viagem programada a São Paulo no dia 13, a exposição logo entrou no roteiro.
Quando chegou dia 15, domingo, acho que eu era a mais empolgada do grupo de amigos para a visita. R$ 20? Paguei, rindo ainda. Muito bem estruturada na Oca, no Parque do Ibirapuera, a exposição proporciona uma verdadeira viagem ao mundo do rock n’ roll, a nível mundial, desde quando o estilo surgiu, passando pelas fases de transição e chegando aos dias atuais.

Porém, dizem por aí que nada é perfeito e com a Let’s Rock não foi diferente. Confesso que me decepcionei um pouco – ok, na hora fiquei revoltada, mas hoje considero uma leve decepção – com a falta de algumas fotografias e o excesso de outras. Por exemplo, Jim Morrison. Além da presença na linha do tempo e na salinha dos anos 60, não vi nenhuma fotografia grande pendurada do falecido vocalista do The Doors – muito menos da banda.
Já da Pitty, umas cinco. Tudo bem, ainda considero Pitty uma referência no rock atual brasileiro. Mas compare sua importância com a do The Doors? Na sequência, me vem outras várias fotografias do NX Zero. Melhor não comentar. E, pasmem, uma da Mallu Magalhães. Bem grande e bonita. Ok, Mallu é considerada (não por mim) uma revelação, namora Marcelo Camelo e tudo o mais… mas será que ela merecia MESMO uma fotografia daquele tamanho, onde não havia nem do Metallica, nem do The Doors?
E mais, eu como fã não pude deixar de notar. Cadê Alanis Morissette? Muitos vão dizer que a cantora canadense é adepta do pop, mas se derem um pulinho no anos 90 verão que a história não é bem assim. E mesmo se fosse, se Mallu Magalhães teve seu espaço, porque não Alanis? Isso me deixou realmente revoltada. Quando encontrei a fotografia do James Hetfield, líder do Metallica, em um canto dentro da lojinha de souvenirs, me acalmei. Mas que ele merecia mais destaque, merecia.

Resumindo, apesar das minhas frustrações pessoais, a exposição vale a pena. Quem se interessar, ainda dá tempo. A Let’s Rock fica no Ibirapuera até o dia 27 de maio, próximo domingo. Para quem é músico e curte uma guitarra, há um espaço onde há vários instrumentos para brincar, tocar, tirar fotos. Muito bacana. E, no penúltimo andar, há uma exposição de objetos de vários artistas – brasileiros e estrangeiros. Um mergulho mesmo na história do rock mundial.







